Haddad afirmou que governo não discrimina governadores por causa da coloração partidáriaWashington Costa/Ministério Fernando
Haddad afirmou ainda que seguirá orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de não discriminar governadores e prefeitos por coloração partidária.
"O Estado de São Paulo nunca teve um tratamento como teve por parte desse governo. A orientação do presidente Lula sempre foi de jamais discriminar governador pela bandeira partidária", disse o ministro da Fazenda.
Haddad repetiu ainda que os interesses em derrubar a MP que frustra a arrecadação do governo para o próximo ano em cerca de R$ 20 bilhões estão ligados à oposição e à eleição de 2026.
"As mesmas forças que abriram os cofres em 2022 para tentar garantir a reeleição de Jair Bolsonaro, são as mesmas que estão desorganizando o Orçamento em 2026 para obter resultado eleitoral. São as mesmas forças", acusou o ministro.
Ele declarou que o impacto fiscal para este ano é pequeno, mas que levará um cardápio de soluções para que Lula tome a decisão sobre o que fazer. O ministro afirmou ter tempo para pensar nas alternativas e que o presidente não abrirá mão de programas sociais com responsabilidade fiscal.
"Eu estou vendo já uma série de especulações que não correspondem à realidade, porque todas as alternativas, antes de serem oficializadas, vão passar pelo crivo da presidência. E, enquanto estiver aqui na Fazenda, não vai haver vazamento, como nunca houve, em relação ao que está sendo imaginado", afirmou, ao chegar à sede do ministério.
Haddad enfatizou que as ideias só se tornam oficiais depois que passam por Lula e disse que levará ao petista diversos cenários possíveis a partir de agora. Segundo o ministro, o presidente ligou na noite de quarta-feira, 8, para saber um balanço da derrota e de quem teria atuado contra o governo.
"Nós temos tempo. Nós vamos usar esse tempo para avaliar com muito cuidado cada alternativa. Nós vamos conversar também com o relator de orçamento, isso tem um impacto orçamentário importante em emendas, em investimentos", disse.
Haddad afirmou que pode haver ainda corte de emendas parlamentares para fechar as contas, mas dentro das regras aprovadas pelo próprio Congresso para que isso ocorra dentro do Arcabouço Fiscal.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.