Consumidores da chamada "economia prateada" puxam o bom desempenho do mercado de alto padrãoReprodução / Internet
Segundo Lívia Hollerbach, uma das coordenadoras do levantamento, os brasileiros 50+ de classe A – cerca de meio milhão de pessoas – concentram grande parte da riqueza patrimonial do país e sustentam um padrão constante e elevado de consumo. “Eles são os clientes mais rentáveis das corretoras, compõem o grupo VIP dos bancos e sustentam as margens das grandes grifes. O consumo per capita mensal desse público chega a R$ 4.911, muito acima da média nacional”, afirma a pesquisadora.
O fenômeno da maior participação prateada no consumo de alto padrão é global. Nos Estados Unidos, os maduros controlam 70% da riqueza das famílias; na China, a economia prateada já alcança US$ 966 bilhões, com previsão de triplicar até 2035. Apesar disso, o estudo alerta para a baixa representatividade dos prateados na publicidade e nas campanhas de moda. Apenas 42% dos brasileiros 55+ de classe A se sentem vistos pelas marcas.
Para além dos dados econômicos, o estudo revela valores que orientam esse consumo: saúde, viagens, autonomia e qualidade de vida são prioridades declaradas. E marcas que entenderem esse cliente “Gold que é prata” terão diante de si um mercado pequeno em número, mas imenso em relevância estratégica.
Conslusões da pesquisa
- 78% dos brasileiros mais ricos têm mais de 50 anos, detendo US$ 860 bilhões em ativos líquidos – projeção de US$ 1 trilhão até 2030;

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