Vendas para a campanha de liquidações da Black Friday deste ano devem movimentar um volume recordeRenan Areias/Agência O Dia
Se confirmado, o resultado representará uma expansão de 2,4% em relação ao volume vendido na mesma data de 2024.
"É momento de cautela na economia nacional, de incertezas no cenário externo e de endividamento recorde das famílias brasileiras, mas, ainda assim, veremos um incremento nas vendas da Black Friday este ano", declarou José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, em nota oficial.
Segundo a CNC, o patamar elevado de endividamento das famílias, o alto nível de inadimplência e o encarecimento do crédito impedem um avanço maior nas vendas. Por outro lado, o aumento no volume vendido será impulsionado por um câmbio mais favorável e o baixo nível de desemprego.
"Nos últimos 12 meses, a taxa média de câmbio em relação ao dólar recuou 8,3%. A atual cotação, abaixo dos R$ 5,30, mostra um panorama mais favorável ao poder de compra do real, cenário diferente daquele observado em novembro de 2024, quando o dólar estava na casa dos R$ 5,80", apontou a entidade.
Para a Black Friday de 2025, 68% das vendas devem ficar concentradas nos segmentos de hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Outros ramos em destaque serão vestuário e acessórios (R$ 0,95 bilhão) e farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 0,38 bilhão).
A CNC ressalta que a Black Friday é a quinta data comemorativa mais importante para o varejo, atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
A entidade fez um levantamento diário de preços de 150 itens agrupados em 30 linhas de produtos ao longo dos últimos 40 dias para avaliar o potencial de descontos efetivos durante a campanha de liquidações.
Segundo a CNC, o levantamento revelou que 70% das categorias têm elevado potencial de redução efetiva de preços na data, especialmente itens de papelaria (-10,14% nos últimos 40 dias), livros (-9,02%), joias e bijuterias (-9,01%), perfumaria (-8,20%), utilidades domésticas (-8,18%) e higiene pessoal (-8,11%).
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