Banco Master foi liquidado após meses de dificuldadesRovena Rosa/Agência Brasil
Anúncios em redes sociais e em aplicativos prometem “liquidez imediata” ou “antecipação” do pagamento da garantia, explorando a ansiedade de quem tinha Certificados de Depósito Bancário (CDB) emitidos pela instituição e agora está impedido de movimentar os recursos.
Entidade privada que garante o ressarcimento de investimentos e depósitos em até R$ 250 mil por pessoa na instituição financeira, o FGC tem reforçado que não autoriza intermediários, não cobra taxas e não oferece qualquer mecanismo para agilizar pagamentos, alertando que qualquer promessa de antecipação é golpe.
Gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil, Fernando Falchi afirma que a garantia do FGC é automática, e qualquer oferta de crédito vinculada ao pagamento representa um sinal de alerta de fraude. Qualquer comunicação, ressalta, só pode ser feita por meio do aplicativo do FGC, canal oficial de ressarcimento.
“O cibercriminoso sempre usa a pressa como arma. A verificação, feita no canal oficial, é o melhor antídoto para golpes digitais”, ressalta.
Riscos
As fraudes em nome do FGC dividem-se em dois tipos: roubo de dados e crédito abusivo. Os golpes mais comuns são os seguintes:
1. Phishing e roubo de informações: golpes que visam capturar dados pessoais e bancários por meio de:
- Páginas falsas que imitam o site ou o app do FGC;
- Links maliciosos enviados por WhatsApp ou redes sociais;
- Atendentes falsos, que pedem códigos e senhas;
- Aplicativos fraudulentos, que instalam malware.
2. Empréstimos predatórios:
Outra prática detectada é a oferta de supostos “adiantamentos”, que na verdade escondem operações de crédito com juros altíssimos. O investidor, acreditando estar antecipando o pagamento do FGC, acaba contratando um empréstimo que pode consumir boa parte do valor a receber.
Pressão sobre investidores
Com o encerramento das atividades, investidores com aplicações de até R$ 250 mil passaram a depender exclusivamente do FGC para reaver o dinheiro. O processo, porém, não é imediato e exige etapas formais — o que abriu espaço para tentativas de fraude.
O procedimento correto, segundo o FGC, envolve os seguintes passos:
- Cadastro inicial no aplicativo do FGC, único canal de atendimento;
- Aguardar a lista de credores, enviada pelo Banco Central, o que leva em média 30 dias;
- Habilitação do pedido de ressarcimento no aplicativo, quando o FGC liberar essa etapa;
- Finalização com biometria, envio de documento e assinatura digital;
- Pagamento, realizado em até dois dias úteis após a conclusão do pedido;
- Usar somente o app e o site oficial do FGC e informações do Banco Central;
- Nunca fornecer dados pessoais ou códigos a terceiros;
- Desconfiar de qualquer promessa de facilitação: a garantia do FGC é automática;
- Verificar URLs e evitar baixar apps por links enviados;
- Ativar autenticação em dois fatores e manter antivírus atualizado;
- Confirmar informações antes de agir, especialmente diante de mensagens que criem sensação de urgência.
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