Projeção para o IPCA de 2026 também caiu de 4,17% para 4,16%Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A projeção para o IPCA de 2026 também caiu de 4,17% para 4,16%. Há um mês, era de 4,20%. Considerando apenas as 104 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 4,12% para 4,10%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,6% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o segundo trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,3%.
Na última decisão, o Copom manteve a Selic em 15%, pela terceira vez consecutiva. No ata, o colegiado afirmou que sua avaliação atual é de que "a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta".
Voltou a repetir, porém, que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados. "(O Copom) não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado", disse.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.
Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 3,80%, pela 5ª semana consecutiva. Já a projeção para o IPCA de 2028 continuou em 3,50%, também pela 5ª semana consecutiva.
O Banco Central diminuiu a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 2,1% para 2,0%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre. Segundo a autarquia, a redução ocorreu devido aos efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos da América, e a sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre. Esses fatores, porém, foram parcialmente compensados por prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, disse.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também oscilou positivamente, de 1,78% para 1,80%. Um mês antes, era de 1,78%. Considerando só as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,77% para 1,80%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 1,83% para 1,84%. Quatro semanas antes, era de 1,88%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 91ª semana seguida.
No ata, o colegiado afirmou que sua avaliação atual é de que "a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta".
Voltou a repetir, porém, que seguirá vigilante e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados. "(O Copom) não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado", disse.
Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também permaneceu em 15,0%.
A mediana para a Selic no fim de 2026 passou de 12,0% para 12,25%. Há um mês, era de 12,25%. Considerando só as 82 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,13%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 43ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 9,50%. Há um mês, era de 10,0%.
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