Projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,16% para 4,10%Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A projeção dos analistas para a inflação de 2026 foi revista para baixo, enquanto a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano manteve a tendência de alta, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pelo Relatório Focus do Banco Central. A pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 4,40% para 4,36%. A taxa está 0,14 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,46%. Considerando apenas as 60 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida diminuiu de 4,38% para 4,35%.

A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,16% para 4,10%. Há um mês, era de 4,20%. Considerando apenas as 60 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 4,10% para 4,06%.

O Banco Central espera que o IPCA some 4,4% em 2025 e 3,5% em 2026, conforme a trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicado na última semana. No horizonte relevante, o segundo trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,2%

Na última decisão, o Copom manteve a Selic em 15%, pela quarta vez consecutiva. No comunicado, o colegiado afirmou que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Emendou que seguirá vigilante e disse que os "passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado".

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 3,80%, pela 6ª semana consecutiva. Já a projeção para o IPCA de 2028 ficou estável em 3,50%, também pela 6ª semana seguida.
PIB
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 permaneceu em 2,25%. Um mês antes, era de 2,16%. Considerando apenas as 37 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 2,25% para 2,28%.

O Banco Central diminuiu a sua estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 2,1% para 2,0%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre. Segundo a autarquia, a redução ocorreu devido aos efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos da América, e a sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre. Esses fatores, porém, foram parcialmente compensados por prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, disse.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também permaneceu em 1,80%. Um mês antes, era de 1,78%. Considerando só as 37 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,80% para 1,83%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 1,84% para 1,83%. Quatro semanas antes, era de 1,88%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,00%, pela 92ª semana seguida.
Selic
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13%. Há um mês, estava em 12,25%. Considerando só as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,13% para 12,25%

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

No comunicado, o colegiado afirmou que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Emendou que seguirá vigilante e disse que os "passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado".

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 44ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 9,50%. Há um mês, estava em 10,00%.