IPP mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria e antes de chegar ao comércio e ao consumidorAgência Brasil / Marcello Casal
Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feiram, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPP é conhecido como inflação na porta da fábrica porque mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria e antes de chegar ao comércio e ao consumidor, sem cobrança de impostos e frete.
A série histórica do IBGE começa em 2014. Nos 12 anos de levantamento, apenas 2025 e 2023 apresentaram deflação, isto é, inflação negativa. No outro extremo, em 2020 e 2021, anos de pandemia de covid-19, o IPP fechou positivo em dois dígitos.
Confira o IPP dos últimos anos:
- 2014: 2,66%;
A atividade teve grande influência do preço do açúcar, que acompanhou o recuo das cotações no mercado internacional.
De acordo com o IBGE, a atividade contribuiu também para a queda dos preços a valorização do real contra o dólar (10,6% em 2025), que faz os produtos importados ficarem mais baratos.
Outras influências de baixa nos preços foram da indústria extrativa (-14,39% e impacto de -0,69 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64% e -0,56 p.p.) e metalurgia (-8,06% e -0,56 p.p.).
De acordo com o gerente do IPP, Murilo Alvim, no setor extrativo a deflação foi justificada por menores preços dos óleos brutos de petróleo, “refletindo um aumento na produção global e estoques elevados durante boa parte do ano”.
Os minérios de ferro ficaram mais baratos, completa ele, “acompanhando um aumento da oferta global, enquanto a demanda mundial ficou moderada”.
Inflação oficial
O instituto revelou que em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,33%, acumulando 4,44% em 12 meses.
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