PF toma novo depoimento de esfaqueador de Bolsonaro

Delegado Rodrigo Morais ouviu Adelio Bispo na segunda-feira no âmbito do inquérito sobre o atentando ao candidato

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Atualmente, Adélio Bispo de Oliveira está em um presídio de Mato Grosso do Sul
Atualmente, Adélio Bispo de Oliveira está em um presídio de Mato Grosso do Sul -

São Paulo - O delegado Rodrigo Morais, da Polícia Federal, ouviu na segunda-feira o autor do atentado ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), Adelio Bispo. Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais, Morais foi até o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS) para tomar o depoimento de Bispo no âmbito do inquérito sobre o atentando ao candidato. A informação foi revelada pelo G1 e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro foi golpeado na tarde do dia 6 de setembro quando fazia campanha no centro de Juiz de Fora, em Minas. Ele foi operado no município mineiro e depois transferido para Hospital Albert Einsten, em São Paulo. Na quarta-feira passada, dia 12, o candidato passou por uma nova cirurgia, mas se recuperou e, atualmente, está na unidade de tratamento semi-intensiva do hospital paulistano.

Além de ouvir Bispo, a PF ainda trabalha na análise do material apreendido com ele e nas quebras de sigilo feitas com autorização da Justiça. Como afirmou o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann na semana passada, esse inquérito deve ser encerrado e um novo será aberto para que a apuração sobre o contexto do ataque tenha seguimento.

A abertura desse novo inquérito deve ser realizada ainda nesta semana. O primeiro inquérito será encerrado porque tem o prazo de encerramento mais curto pelo fato do principal investigado estar preso.

O novo depoimento estava previsto desde a semana passada e tem como objetivo ouvir o autor após a coleta das primeiras informações durante as diligências posteriores ao crime.

Em nota divulgada no início da semana passada, a PF informou que continuava a "coleta de depoimentos, análise de dados financeiros e de outros dados existentes em imagens, mídias, computadores, telefones e documentos apreendidos".

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