Artigo: É impossível ser Marta!

Por Fernando Faria

Marta não participará da primeira partida de Pia Sundhage como treinadora da Seleção Feminina
Marta não participará da primeira partida de Pia Sundhage como treinadora da Seleção Feminina -
Rio - Ao fim da Copa de 2018 para a seleção brasileira, o mundo descobriu que era difícil ser Neymar pelas palavras do cartola Edu Gaspar. Ao término da Copa de 2019 para a seleção brasileira, o mundo constatou que é difícil ser Marta, ou melhor, impossível.

A menina de Dois Riachos, em Alagoas, estava emocionada à beira do gramado, acabara de ser impedida, mais uma vez, de conquistar o título mundial. Aquela mulher, lá de um cantinho do Nordeste, via passar o filme de sua vida novamente. Ainda pequeninha, ela encarou o desafio: driblou as dificuldades, entrou na área do preconceito, tabelou com os sonhos e balançou a rede da vitória do time da vida.

E que vida! Seis vezes melhor do planeta, maior artilheira na história das Copas, Marta jamais se escondeu. De lábios coloridos de roxo ou de vermelho, botou a boca no mundo. Matou no peito e cobrou igualdade de gêneros, de cabeça, exigiu determinação das companheiras e, com um toque do mágico pé esquerdo, colocou a palavra certa no canto da rede da emoção.

Com a voz embargada, lágrimas nos olhos, mostrou o quanto é ser grande ao vivo, sem os filtros do Instagram, sem a simulação do comercial de texto marqueteiro. Estava ali inteira, Marta com todas as letras! Gigante! Por isso, é impossível ser Marta. Gênios são inimitáveis, inigualáveis, únicos!

Fernando Faria é Editor do Ataque
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