CT Joaquim Grava, local onde o Corinthians realiza seus treinamentosDivulgação/Corinthians

Rio - O Corinthians está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo por falsidade ideológica e outros possíveis delitos, como estelionato, em uma negociação que prometia vaga no time sub-17. O inquérito foi instaurado em agosto do ano passado após pedido de Osvaldo Neto, diretor de futebol de base.
Na denúncia, o diretor afirmou que teve a assinatura fraudada, alegação corroborada por laudo pericial do Instituto de Criminalística. O caso envolve um lateral-direito e meia, que na época tinha 16 anos. Em depoimento, dois intermediários disseram que pagaram por uma vaga do jovem no sub-17. 
O jovem, que é menor de idade, está tendo o nome preservado pela Polícia Civil e, por isso, foi identificado como Lucas. No depoimento dos intermediários, houve divergência nos valores: um relatou ter pago R$ 55 mil, enquanto o outro afirmou que pagou R$ 60 mil. 
A família do jovem recebeu uma carta, em papel timbrado do Corinthians, que solicitava a apresentação do atleta para realizar exames médicos. O documento tinha a assinatura do diretor Osvaldo Neto, que nega ter dado a autorização. Lucas chegou a ir ao Parque São Jorge e posar para fotos, mas foi barrado nos treinos.
Um dos investigados é o empresário Bruno Lopez de Moura. Ele foi informado pelo empresário José Ricardo Dias que o dinheiro seria "distribuído no Corinthians" e "em espécie, para não deixar rastros". Já Rodrigo Sodré escutou que "a cúpula do Corinthians" fazia parte da negociação.
Além deles, o ex-diretor da base André Campoy também está sendo investigado. O empresário José Ricardo Dias não foi localizado. Já Bruno Lopez de Moura está preso após ser apontado pelo Ministério Público como líder do esquema de apostas e manipulação de jogos da Série B do Campeonato Brasileiro de 2022.