John Textor Foto: Arthur Barreto/Botafogo

Rio - Dono da SAF do Botafogo, John Textor, também é o atual presidente do Lyon. O norte-americano ficou bastante irritado com a decisão Comissão de Controle de Clubes Profissionais (DNCG, na sigla em francês) de manter a punição em relação ao clube francês, que não poderá aumentar a folha salarial e de receber recursos de transferências de jogadores. Irritado, Textor escreveu um comunicado com críticas ao órgão com o título de "Bem-vindo à França".
"Fomos convidados a comprar um dos verdadeiros tesouros do futebol na França, a pagar quase 400 milhões de euros (R$ 2,15 bilhões) em espécie a seus acionistas de longa data, a pagar 65 milhões de euros (R$ 350 milhões) em espécie a seus acionistas públicos, a reduzir a dívida bancária de 50 milhões de euros (R$ 269 milhões), depois a financiar 60 milhões de euros (R$ 323 milhões) adicionais em espécie só por um colchão... mas ainda não fomos convidados a executar um plano de negócios com baseados nas nossas convicções, com as mãos livres, para o benefício da comunidade que servimos. Mais uma vez, bem-vindo ao futebol na França", afirmou o empresário.
Acionista majoritário do Lyon e do Crystal Palace, John Textor disse ter cumprido um requerimento da DNCG: um depósito de 60 milhões de euros (R$ 323 milhões) até o dia 30 de junho para cobrir "buracos" no orçamento do clube para a próxima temporada. Irritado, o norte-americano afirmou que seu esforço foi insuficiente.
"Acreditamos que esse capital não deveria ser necessário, mas foi reservado, por respeito à DNCG, como garantia suplementar de que a OL Groupe está bem capitalizada", disse.
O Lyon poderá realizar contratações, mas terá que estabelecer um limite no orçamento provisório para o pagamento de salários. Caso não fosse punido, o clube poderia ajustar as contas a qualquer momento da temporada.