Renato Paiva é o novo técnico do BotafogoFelipe Oliveira / EC Bahia

A dificuldade para encontrar um treinador para substituir Artur Jorge fez John Textor se voltar para Renato Paiva, que havia sido oferecido em janeiro. O dono da SAF do Botafogo contou com vídeos e também pelo histórico na base do Benfica, além de uma conversa final que o convenceu a contratar o português após várias tentativas frustradas ao longo de 55 dias.
As ideias que Paiva apresentou na reunião que os dois tiveram na quinta-feira (27) à tarde foram determinantes. Ele explicou como deseja que o time jogue e o que pretende fazer.
E apesar do retrospecto ruim na passagem pelo Bahia, com 19 vitórias em 49 partidas na única experiência no Brasil, o treinador agradou pelas ideias que tentou implementar naquele time de 2023.
"Se queremos jogar com rapidez, a velocidade precisa ser estruturada, com jogadores que entendem suas posições, que saibam onde os companheiros estão. Sentir a posição é tudo. Se souber onde os companheiros estão, não leva tempo para tomar decisões, a bola move mais rápido. Inteligente, técnico e rápido. Isso que eu gosto nesse treinador", explicou Textor.

O que Textor sentiu em conversas com outros técnicos

A preocupação do americano com esse estilo de jogo, inclusive, foi um dos motivos para não acertar com alguns dos treinadores com quem conversou.
"Eu falei com vários treinadores que queriam vir pelo dinheiro, queriam vir pela fama, queriam treinar um campeão. Eu precisava achar alguém que estivesse pronto para treinar e jogar do nosso jeito. No fim, eu achei meu homem antes do momento em que achei em 2024. Então estamos à frente no planejamento", disse.
Ao avaliar o novo treinador do Botafogo, o dono da SAF também viu como ponto positivo o trabalho nas divisões de base do Benfica. Foram mais de 10 anos do português trabalhando com jovens.
O primeiro português contratado pelo Botafogo, Luís Castro, também teve a mesma experiência, algo que é levado em conta para o trabalho de integração com outras categorias.
"Eu também gosto que ele (Paiva) passou 15 anos na base do Benfica. Teve várias oportunidades de subir e não quis. Nós medimos quantitativamente confiança na juventude, e é isso o que precisamos construir aqui", completou.