A polêmica em torno de gramados sintéticos no futebol brasileiro voltou à tona nas redes sociais, impulsionada por atletas como Neymar, Gabigol, Lucas Moura e Thiago Silva, que se manifestaram contra o uso. Diante disso, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, se pronunciou sobre o tema.
"A CBF anda em debate permanente com os clubes. Hoje os clubes têm voz e independência no seu livre pensar. A Comissão Nacional de Clubes tem uma sala especial dentro da instituição, onde eles debatem todos os pontos que eles possam julgar interessantes. A CBF não tem participação ali. Para os clubes terem essa independência de decidirem o que é melhor para a maioria. A CBF sempre vai respeitar, também obedecendo todo um processo de leis ou de regimentos que possam amparar", disse.
Ednaldo também prometeu entregar um estudo, feito por Jorge Pagura, presidente da comissão médica da CBF, a respeito da quantidade de lesões em gramados sintéticos e naturais, para trazer dados, e ajudar no debate.
"Esse debate acredito que vai ser feito, o presidente da comissão médica da CBF, Jorge Pagura, está concluindo um estudo, ouvindo vários médicos e reunindo informação científica, daquilo que pode ser ruim para os atletas ou que possa trazer qualquer consequência. Acreditamos que na reunião do Conselho Técnico esse estudo já esteja feito. E o próprio doutor Jorge Pagura vai apresentar lá para os clubes, antes, porém, tratando com cada médico de cada clube da Série A e da Série B", explicou.
Nas séries A e B do Campeonato Brasileiro, somente três estádios possuem gramado sintético: o Allianz Parque, do Palmeiras; o Nilton Santos, do Botafogo; e a Arena da Baixada, do Athletico-PR. No entanto, existem também estádios com gramado híbrido, como a Neo Química Arena, do Corinthians, e o Maracanã.
Por enquanto, a grande reclamação dos jogadores é sobre a mudança da dinâmica do jogo. Lucas, jogador do São Paulo, disse preferir jogar em um gramado de baixa qualidade do que em um gramado sintético.
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