ESPN afastou seis jornalistas após críticas à gestão da CBF no programa 'Linha de Passe'Reprodução

Rio - Os jornalistas afastados pela ESPN por terem feito um programa com críticas à CBF, repercutindo a reportagem sobre gastos extravagantes produzida pela revista Piauí, voltaram ao trabalho nesta quinta-feira (10). Os seis profissionais já podem ser vistos no ar durante a programação da emissora.
O primeiro a aparecer foi Pedro Ivo Almeida, que participou do "F Show", que foi ao ar de 13h às 15h. Além dele, Gian Oddi, Paulo Calçade, Vitor Birner e William Tavares estão escalados para o "Linha de Passe" desta quinta, assim como o editor-chefe do programa, Dimas Coppede, que também foi suspenso.
Na última segunda-feira (7), os jornalistas debateram sobre as denúncias em tom crítico à gestão do presidente Ednaldo Rodrigues durante todo o "Linha de Passe", algo que não foi bem recebido na CBF. A entidade, que possui uma parceria comercial com a emissora pela transmissão da Série B do Brasileirão, exigiu providências, de acordo com informações do "UOL".
Segundo a denúncia da "Piauí", Ednaldo Rodrigues aumentou o salário dos presidentes das federações do futebol brasileiro de R$ 50 mil para R$ 215 mil. O mandatário da CBF estaria aproveitando a posição para fortalecer relações com cartolas e também com políticos, tudo às custas da confederação, com objetivos pessoais visando, por exemplo, a reeleição.
Na Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar, Ednaldo teria bancado, às custas da CBF, hotel cinco estrelas e cartão corporativo de até R$ 2,5 mil por dia para um grupo de 49 pessoas, incluindo congressistas. O próprio presidente da confederação teria aproveitado das mordomias junto com a mulher, a filha, a cunhada, o gen­ro e os dois netos.