Darlan é um dos destaques da seleção brasileira masculina de vôleiMauricio Val / CBV

O Rio de Janeiro recebe, mais uma vez, a Liga das Nações de Vôlei (VNL), e será palco dos quatro primeiros jogos da seleção brasileira masculina no torneio, do dia 11 a 15 deste mês - a feminina encerra sua participação neste domingo (8). A competição marca o início de um novo ciclo olímpico para o Brasil, e o oposto Darlan, um dos protagonistas desta geração, aposta na energia "surreal" da torcida no Maracanãzinho.

"É muito especial. Ainda mais por conta da minha família, que sempre vem me assistir. Ter o Maracanãzinho lotado é surreal. Eu achava que os ginásios que eu jogava eram grandes, mas depois que eu entrei no Maracanãzinho, fica tudo mais tranquilo, seja com a torcida a favor ou contra. A atmosfera, a energia de todos que estão ali é surreal", disse o jogador, que tem o costume de vibrar e chamar a galera durante as partidas.

A Seleção estreia no ginásio contra o Irã, quarta-feira, depois enfrenta Cuba, na sexta, Ucrânia, no sábado, e encerra sua passagem no Rio domingo, contra a Eslovênia. O Brasil encara seu primeiro torneio no começo de um processo de renovação, agora sem nomes experientes como Bruninho, Lucão e Leal, e quem for ao Maracanãzinho vai perceber alguns novos rostos em quadra. Um momento natural na visão de Darlan, que, aos 22 anos, mostra estar pronto para assumir a responsabilidade com a Amarelinha.

"Acho que de certa forma é natural. Hoje em dia nós contamos com bastantes nomes novos, eu mesmo sou uma das pessoas novas nessa Seleção. Sabemos que agora no início vamos ter desafios por conta dessa renovação, mas isso será bom para nós a longo prazo para estarmos bem até os próximos Jogos Olímpicos. Acho que por conta da minha posição, eu tenho que chamar um pouco a responsabilidade, de receber a bola no 24 a 24, coisas desse tipo. E eu estou preparado. Sei que a pressão é muito diferente, mas eu estou treinando diariamente, intensamente, para poder assumir bem essa responsabilidade", frisou.

O Rio de Janeiro será sede apenas da primeira parte da Liga das Nações, que depois segue para Istambul, na Turquia, Kanto, no Japão, e Chicago, nos Estados Unidos. Essa fase inicial do torneio é dividida em três semanas e, no fim, as oito melhores equipes avançam às quartas de final. Campeão em 2021, o Brasil busca o bicampeonato, mas Darlan sabe que a missão não é fácil.

"Acho que todos os jogos serão desafiadores, mas vamos trabalhar diariamente para que possamos alcançar um bom resultado e o pódio. Óbvio que queremos o primeiro lugar, mas temos que dar um passo de cada vez", concluiu o oposto da Seleção.

Confira outras respostas de Darlan:

. Los Angeles 2028: "Acho que está bastante longe ainda. Temos muitos jogadores novos e, até chegar os próximos Jogos Olímpicos, creio que a maioria estará madura para arcar com a responsabilidade de uma seleção brasileira nos Jogos Olímpicos".

. Mudança para a Itália: "Está sendo tranquilo. A ansiedade e o frio na barriga vão bater mais quando eu estiver no avião saindo do Brasil. A adaptação vai ser um pouco difícil mas, por causa do meu trabalho, preciso arriscar novas culturas e países".
*Reportagem do estagiário Leonardo Siqueira, sob supervisão de Theo Faria