Mbappé não foi convocado para jogos da França e curtiu a folga em Estocolmo, na SuéciaFranck Fife / AFP
Policiais que receberam bônus de Mbappé são investigados na França
Investigação apura se os agentes que faziam a segurança da seleção francesa deveriam ter declarado o valor
França - Cinco policiais estão sendo investigados por supostamente não terem declarado um auxílio financeiro que receberam de Kylian Mbappé. Os agentes da CRS (Compagnies Républicaines de Sécurité), que faziam a segurança da seleção francesa na Copa do Mundo de 2022, teriam recebido uma quantia em dinheiro em junho de 2023 do craque. A Inspetoria Geral da Polícia Nacional francesa apura se houve fraudes dos agentes. O atacante não está incluído no processo. As informações são do jornal francês "Le Canard Enchaîné".
De acordo com um documento da Tracfin (serviço de inteligência francês responsável pelo combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e fraude fiscal), quatro policiais receberam 30 mil euros (R$ 192 mil) e ao comandante da operação um valor de 60 mil e 300 euros (R$ 387 mil). Ao todo, Mbappé desembolsou mais de R$ 1 milhão.
Em comunicado assinado, o atacante afirma que consultou seu advogado tributário, que confirmou a não necessidade dos policiais em declararem as quantias ao Tesouro Nacional. Na declaração, o astro justifica que fez doação do bônus por participação na Copa do Catar "para membros da equipe responsáveis pela segurança dos jogadores, bem como a diversas associações".
A investigação está mais interessada no papel e na quantia dada ao comandante. Segundo Mbappé, tudo foi feito com "total transparência" e "com conformidade com as regras". "Esse vínculo de confiança entre os jogadores e os agentes de segurança merece ser reconhecido, não subestimado ", finalizou a nota do jogador do Real.

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