O presidente da CBF, Samir Xaud, em reunião sobre fair play financeiroStaff Images / CBF
CBF tem reunião com clubes e federações sobre fair play financeiro
Encontro aconteceu nesta segunda-feira (11), em um hotel na Barra da Tijuca
Nesta segunda-feira (11), a CBF promoveu uma reunião sobre a implementação do fair play financeiro no futebol brasileiro. Clubes e federações participaram deste encontro, que aconteceu em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
"Isso vai depender da discussão e do entendimento. Vamos estudar várias formas de se fazer o fair play financeiro aqui no Brasil. Dependendo dessas discussões e do que esse grupo definir, acredito que logo, logo nós queremos estar tirando isso do papel e colocando em prática", disse o presidente da CBF, Samir Xaud, aos jornalistas.
A CBF informou que a reunião contou com 34 clubes e dez federações inscritos para compor o Grupo de Trabalho (GT), que vai construir coletivamente a proposta de fair play financeiro. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, valorizou a quantidade.
"A adesão que vermos hoje demonstra a urgência do tema e a credibilidade do presidente Samir Xaud, que quando foi eleito se comprometeu a estudar o tema e colocar em prática um modelo de solução. Não dá para pensar em uma Liga, por exemplo, sem resolver este tema. O fair play financeiro pode tornar nosso futebol mais igualitário", disse ela, ao site da CBF.
Segundo a entidade, o presidente deste GT será Ricardo Gluck Paul. Ele é um dos vice-presidentes da CBF.
É um evento histórico para a CBF. Primeiro por enfrentar o tema com coragem, pois a necessidade de controle de gastos é urgente. A CBF se apresenta com um compromisso com o diálogo amplo e inédito no sentido de colocar federações e clubes, e os outros entes da discussão numa mesma mesa de trabalho. Como ex-presidente de clube e presidente de federação posso afirmar que é algo histórico”, disse Gluck Paul.
Sefton Perry, que chefia o Centro de Análise e Inteligência da Uefa, também participou do encontro. Ele destacou que o modelo desenvolvido pelo GT respeita as particularidades do cenário do futebol brasileiro.
"A coisa mais importante é ter um grupo de trabalho adequado e descobrir exatamente o que se encaixa no futebol brasileiro e então persistir nisso. Se você persistir, se for configurado da maneira certa e bem estruturado, pode realmente ajudar a chegada de investimento no Brasil e aumentar a confiança no futebol brasileiro", afirmou Perry.

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