Samir Xaud, atual presidente da CBFRafael Ribeiro / CBF
Presidente da CBF explica mudanças no calendário e veto à camisa vermelha da Seleção
Mandatário revelou que pretende apresentar o projeto de reformulação em 50 dias e que uma nova camisa do Brasil está em produção
Rio - Presidente da CBF, Samir Xaud deseja promover uma série de reformulações no calendário do futebol brasileiro e explicou seus planos. Em entrevista ao programa 'Seleção Sportv', o mandatário revelou que pretende apresentar o projeto em 50 dias com o objetivo de ter mais acessibilidade. Além disso, ressaltou que as datas de 2025 serão cumpridas.
"Isso é um dos grandes desafios que estamos assumindo na frente da CBF. Estamos trabalhando focados no calendário do futebol brasileiro. A gente precisa ter calendário Fifa, depois calendário Conmebol... e aí a CBF pode montar o calendário dela. Na outra gestão, foi colocado na mesa a questão do provável acúmulo de datas para o final do ano e os clubes foram de acordo. Eles tinham algumas opções. Eles optaram em deixar acontecer e ver qual seria essa perspectiva no fim do ano. Vamos acabar o calendário do futebol brasileiro esse ano", iniciou Samir Xaud.
"Estamos projetando uma reformulação de todos os campeonatos para que, em dois anos, tenhamos calendário mais acessível. A gente vem num acúmulo de datas. A CBF está empenhada nisso. Apresentaremos em 50 dias", completou.
Xaud também foi questionado sobre o projeto da camisa vermelha da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O modelo havia sido aprovado pela antiga gestão de Ednaldo Rodrigues e já estava em produção, mas foi interrompido a pedido do novo presidente, que realizou uma reunião urgente com a Nike.
Segundo ele, a decisão não teve motivação política, mas porque os uniformes do Brasil devem seguir as cores da bandeira.
"Foi um assunto delicado. Azul, amarelo, verde e branco são cores das nossas bandeiras e são as cores que têm que ser seguidas. Eu fui contra a camisa vermelha, não por questão política. Realmente estava em produção. Fiz uma reunião urgente com a Nike, pedi que parasse a produção. Eu particularmente não gostei (da camisa vermelha). A Nike entendeu o motivo", afirmou.
Com o cancelamento, a fornedora de material americana já iniciou a confecção da nova peça. A tendência é de que seja da cor azul. "Posso falar que está muito bonita", complementou o mandatário.
Brasileirão e Copa do Brasil terão a tecnologia do impedimento semi-automático em 2026. O dirigente assegurou que a CBF fará um "investimento alto" na implementação da ferramenta.
Ela funciona através de um complexo sistema de câmeras e sinais, instalados até na bola, para detectar de maneira precisa se um jogador está em posição legal. O impedimento é intitulado de semiautomático por usar o recurso tecnológico para desenvolver uma recriação em 3D. A precisão e rapidez é constantemente elogiada.
A expectativa da entidade é de um gasto de R$ 100 mil por jogo. Atualmente, o VAR custa R$ 20 mil por partida.
"Será no Brasileiro e na Copa do Brasil, nas principais competições da CBF. Acredito que vai ser muito útil para dar uma lisura a mais para as nossas competições. Nesses últimos meses, a gente viu uma redução dos erros de arbitragem. É um assunto que a gente tem como prioridade. A gente tá vendo a arbitragem com outros olhos. Queremos que seja a melhor arbitragem do mundo", confirmou.
Assunto tratado como uma "missão", a redução das datas dos estaduais no Brasil para 11 de fato acontecerá. Apesar das críticas, Samir Xaud tratou de defender a existência dos campeonatos regionais e que seu objetivo é "não prejudicar".
"Já dialoguei com os presidentes (de federações) que foram mais comprometidos com a redução de datas. Tivemos uma conversa com todos eles. Um dos campeonatos que mais teve esse impacto foi o Paulista. A CBF vai fazer de tudo para não prejudicar os estaduais. Eu não volto mais na minha decisão. São 11 datas e as federações terão que se adequar a isso", disse.

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