Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro Luludi / Estadão Conteúdo
Publicado 18/04/2026 09:45
Rio - A morte de Oscar Schmidt, nesta última sexta-feira (17), trouxe à tona bastidores sobre a mentalidade obstinada que o transformou em lenda. Entre as histórias resgatadas, destaca-se sua relação com o apelido que o consagrou mundialmente. Para o maior ídolo do basquete nacional, o rótulo de "Mão Santa" ignorava as horas de suor e a disciplina cega que impunha a si mesmo diariamente.

Em relato ao "Metrópoles", o ex-técnico Lula Ferreira revelou que o próprio Oscar fazia questão de corrigir quem o chamava dessa forma. "Ele não gostava desse apelido porque ele dizia que era mão treinada, e não mão santa. Ele arremessava mil bolas por dia, o que significa mais ou menos duas horas além do treino", relembrou o treinador.
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Essa obsessão pela excelência foi o que permitiu ao camisa 14 sustentar por 30 anos o recorde de maior pontuador da história do basquete mundial, marca de 49.737 pontos que só foi superada por LeBron James em 2024. Lula Ferreira destacou que essa postura de cobrança se estendia ao grupo.
"Ele era obstinado por treinamento, treinava sempre mais do que os outros, sempre cobrava os seus companheiros, ele tinha a alma do esportista. É uma perda que vamos chorar muito ainda."

Integrante do Hall da Fama do Basquete e maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos, Oscar construiu sua trajetória sobre o pilar da repetição. Mesmo com o reconhecimento global e as homenagens recebidas em vida, como a recente indução ao Hall da Fama do COB, ele preferia ser lembrado pelo trabalho árduo. 
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