Publicado 14/05/2026 17:25
Rio - O duelo entre Cruzeiro e Boca Juniors, no dia 28 de abril, rendeu processos disciplinares da Conmebol contra os dois times. A Raposa é investigada por um gesto discriminatório de um torcedor contra os visitantes e também por outras infrações. Enquanto isso, o clube argentino foi denunciado por caso de racismo envolvendo um de seus torcedores, que acabou detido em flagrante.
Publicidade O cruzeirense que protagonizou o caso denunciado provocou os rivais exibindo uma nota de dois reais. O gesto se refere à instabilidade econômica vivida pelo país vizinho e ao baixo valor da sua moeda. Caso o julgamento declare o clube mineiro culpado, a multa mínima é de R$ 100 mil dólares.
Pela ação, o Cruzeiro foi enquadrado no artigo 15.2 do Código Disciplinar da Conmebol, feito para punir aquele que "insulte ou atente contra a dignidade humana por motivos de cor da pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem, deficiência, posicionamento político ou ideologia, poder aquisitivo, local de nascimento ou por qualquer outro status ou motivo".
Além disso, a equipe de Belo Horizonte também responde por outras infrações consideradas menores: atraso na entrada em campo, arremesso de objetos em campo e utilização de sinalizadores por parte da torcida.
Insulto racista rende denúncia ao Boca
Pelo lado do Boca Juniors, também há processo disciplinar aberto, este em referência ao gesto racista de um torcedor, direcionado ao setor cruzeirense. O ato enquadrou o clube de Buenos Aires no artigo 15.2 do Código Disciplinar da Conmebol.
Na ocasião, o indivíduo fez imitações qualificadas como discriminação racial, foi preso em flagrante pela polícia local no dia do jogo e, em seguida, recebeu liberdade provisória depois de passar por audiência de custódia.
Nesta quinta-feira (14), o torcedor foi tornado réu pela Justiça de Minas Gerais e vai responder pelo crime de "racismo com qualificadora de crime praticado por intermédio dos meios de comunicação social, redes sociais de internet ou publicação de qualquer natureza".
Até lá, ele terá que seguir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o impedimento de frequentar o estádio Mineirão até segunda ordem.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.