Trump e Infantino têm boa relação desde o Mundial de Clubes de 2025 Jim Watson/AFP
Publicado 10/07/2026 12:52
Com grande influência na Fifa, os Estados Unidos decidiram tentar receber novamente o Mundial de Clubes. Políticos do país iniciaram uma movimentação nos bastidores para apresentar a candidatura para a próxima edição de 2029, que tem o Brasil como um dos interessados em ser sede, assim como o Catar, o favorito no momento.
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O processo de escolha do país que receberá o torneio ainda não começou oficialmente e deve acontecer em 2027. Até lá, a movimentação dos interessados tende a crescer na tentativa de convencimento da Fifa.
A campanha estadunidense é impulsionada pelos resultados registrados durante a Copa. E, segundo o jornal inglês 'The Guardian', as duas partes já iniciaram as conversas sobre o assunto.

Estados Unidos buscam mais um torneio

O país já recebeu a primeira edição do Mundial de Clubes, em 2025, e agora a Copa do Mundo de 2026. E não quer parar apenas nisso.
Os Estados Unidos são favoritos para sede da Copa feminina, em 2031. A candidatura é conjunta com México, Costa Rica e Jamaica e deve ser confirmada também em 2027.
Um dos motivos para a tentativa de receber novamente o Mundial de Clubes é o sucesso comercial do torneio deste ano. São mais de 6,5 milhões de ingressos vendidos, como uma arrecadação que deve ultrapassar 11 bilhões de dólares (cerca de R$ 56,4 bilhões), recorde absoluto da Fifa.

Relação próxima com a Fifa

Outra questão que pesa a favor dos Estados Unidos é a relação entre os presidentes do país, Donald Trump, e da Fifa, Gianni Infantino. A entidade máxima do futebol criou um prêmio da paz exclusivamente para entregar ao estadunidense, que em contrapartida nomeou o suíço para fazer parte, junto a chefes de Estados, do Conselho da Paz, criado para rivalisar com a ONU.
O mais recente caso entre os dois foi a ligação de Trump a Infantino para pedir a revisão da suspensão automática de Balogun. Posteriormente, a Fifa cancelou a punição do destaque da seleção dos Estados Unidos, que pôde jogar as oitavas de final contra a Bélgica.
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