Fraizer Campbell nos tempos de Manchester UnitedAndrew Yates / AFP
Publicado 16/10/2026 20:34
O ex-atacante Fraizer Campbell, formado pelo Manchester United, revelou ter enfrentado um vício em drogas durante a carreira profissional. Em entrevista ao podcast 'The Sports Agents', o inglês de 39 anos contou que o consumo de Snus, produto à base de tabaco e nicotina, se intensificou após a aposentadoria, quando passou a ter mais tempo livre.

Campbell explicou que começou a usar a substância durante sua passagem pelo Crystal Palace, entre 2014 e 2017, como uma forma de relaxar após partidas. O hábito, inicialmente restrito aos momentos posteriores aos jogos, acabou se tornando frequente e evoluiu para uma dependência.

"Eu me sentia relaxado, e isso me acalmava mais do que qualquer outra coisa. Eu usava depois dos jogos também. E depois de um jogo é um momento bem difícil de relaxar. Eu definitivamente era viciado", disse.
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Dependência provocava cansaço

O ex-jogador relatou que o produto passou a fazer parte da rotina diária, inclusive nos treinos. Ele evitava o uso apenas nas datas de partidas, por perceber que o efeito prejudicava seu desempenho físico.

"Eu nunca usaria em um dia de jogo, porque isso me deixava muito tranquilo, e eu já sou uma pessoa bem tranquila. Se eu estivesse mais tranquilo, teria dificuldade para começar a correr", explicou.

Com o passar do tempo, Campbell começou a sentir fadiga constante, sem compreender inicialmente a origem do problema. Segundo ele, a dependência se agravou após o fim da carreira.
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"Quando eu tive mais tempo para mim ao me aposentar, tive mais tempo para usar o Snus. Piorou muito depois que terminei de jogar futebol, porque eu não via o lado negativo enquanto jogava."

A decisão de parar veio ao notar o desgaste físico provocado pelo hábito. Livre da substância, o inglês comemorou a mudança de rotina.

"Cheguei a um ponto em que me sentia fadigado e não conseguia identificar o motivo. Obviamente era o Snus. Parei, porque não me trazia nenhum benefício", concluiu.
*Reportagem do estagiário Bernardo Fonseca, sob a supervisão de João Vitor Cravo
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