SomáliaReprodução/Botafogo TV

Rio - O ex-jogador Somália relembrou sua passagem pelo Botafogo com emoção. O volante destacou a força do grupo que era comandado por Joel Santana e o apoio que recebeu durante um dos momentos mais delicados da carreira, marcado pelo episódio de um falso sequestro.
"A gente até na época brincava que que tinha o Flamengo, que era o 'bonde do Mengão sem freio', 'trem bala da Colina'. Nós éramos os 'Guerreiros' e não tinha essa estrutura que eles tinham como como potência. A gente até fala que o Joel Santana tirou leite de pedra, porque a gente tinha muito volante na época. Tanto é que eu atuava de lateral-direito, lateral-esquerdo, volante, o meia...Onde ele me colocava, eu estava sempre procurando ajudar", afirmou Somália, à ESPN.
"No final, a gente acabou mostrando que a força de um grupo faz a diferença. A torcida precisava que a gente pudesse mostrar que esse DNA do Botafogo, de ser guerreiro, de buscar coisas melhores quando ninguém acredita", completou o ex-jogador.
Na entrevista, o ex-volante também reforçou o papel do Botafogo em sua trajetória como atleta e como ser humano. Somália defendeu o Glorioso entre 2009 e 2010. No período, disputou 66 partidas, anotou três gols e deu uma assistência. Além disso, conquistou um Campeonato Carioca.
"Hoje em dia eu olho de uma outra forma, o quanto eu fui o guerreiro… Saí de comunidades e cheguei em um clube como o Botafogo, onde ainda fui campeão. Consegui ser reconhecido pelos seus companheiros como um ser humano legal, como uma pessoa legal. Eu não falo muito sobre isso (falso sequestro) hoje", relembrou.
"Era um grupo que me abraçou nesse momento mais difícil da minha carreira, digamos assim, e eles me abraçaram para caramba. Tanto é que foi bem leve assim, entre aspas, dentro do clube, porque não só eles, mas a diretoria também. Me trataram como como um ser humano, porque o que aconteceu foi fora de campo. Eles procuravam sempre me dar força e mostrar que eu tinha potencial para continuar ali", completou posteriormente.