Martín Anselmi em ação pelo Botafogo diante do Volta Redonda, no Nilton SantosVítor Silva / Botafogo
Publicado 21/01/2026 22:29
Rio - Técnico do Botafogo, Martín Anselmi estreou nesta quarta-feira (21), na vitória por 1 a 0 sobre o Volta Redonda, no Nilton Santos, pela terceira rodada do Campeonato Carioca. Em entrevista coletiva, o argentino analisou o desempenho do Glorioso, mas, antes, comentou a saída de Savarino. O venezuelano está por detalhes para se tornar reforço do Fluminense
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"Não fui mentiroso quando falei que não sabia nada da negociação. A única forma de falar é com a verdade. O jogador estava relacionado, ia contar com ele, faria parte do jogo. 15 minutos antes da palestra da tarde, pediu para falar comigo e falou que estava fechado com o Fluminense. Falei para ele: 'se você ainda é jogador do Botafogo, você tem que vir a jogo. Tem que vestir a camisa do Botafogo'. Ele falou que estava tudo de acordo. Não posso ter um jogador que não quer ficar no Botafogo, que não está com cabeça para jogar", iniciou o treinador.
"Falei com a diretoria. Falaram para mim que tem um princípio de acordo, não está assinado, não está fechado, mas que o jogador pode ir para o Fluminense. Eu só posso controlar quem está no campo, quem está no treino e quer ficar no Botafogo. É verdade que também temos necessidades. A diretoria falou para mim antes de vir aqui. Também falei que temos necessidades, que temos que vender jogadores, temos necessidades que são públicas e todos sabem", enfatizou.
Apesar disso, o comandante mostrou ter ficado satisfeito com a atuação alvinegra durante os 90 minutos: "Fico contente pelo entendimento dos jogadores. Fizemos em campo o que treinamos. Como treinador, tenho que sair do resultado e tenho que pensar no entendimento dos jogadores e se fizemos o que treinamos. Se ele fazem coisas que ontem não faziam, eu fico feliz. Sei que não é fácil fazer novas coisas, mas eles tentaram e conseguiram".
"Acho que entenderam a pressão, a recuperação pós-perda que cobro muito, fizeram muito bem. Acho que jogamos no campo adversário, o oponente soube se defender. Poderíamos fazer mais gols. Eles tentaram fazer o que fizemos no treino. É muita coisa nova. Quando perdemos a bola, tentamos recuperar. Queremos jogar e controlar o jogo, criar vantagens para fazer o gol. Quero ressaltar a entrega", completou.
Com a vitória, o Botafogo passou a somar seis pontos e assumiu a liderança do Grupo B da Taça Guanabara. O próximo compromisso será contra o Bangu, sábado (24), às 21h (de Brasília), no Nilton Santos, pela quarta rodada do Campeonato Carioca.

Outras respostas de Martín Anselmi

. Santi Rodríguez e Jordan Barrera: "Precisamos de todos os jogadores. A verdade é que não temos um elenco tão profundo. Por isso precisamos que os jogadores atuem em diferentes posições, o que é melhor para o treinador. Acho que o Santi Rodríguez, na verdade, quando viemos para o Botafogo não imaginávamos que ele poderia jogar como meia e pivô. Mas nos treinos descobrimos como é dinâmico, percebe o que está ao redor, consegue sair, jogar, dar continuidade de jogo, o que é muito importante pra mim. Teve problemas durante a semana, não jogou o futebol que mostrou nos treinos. Tivemos que cuidar dele, porque a verdade é que não somos muitos. Fico feliz com a atuação dele, assim como Barrera. Na seleção, Barrera está jogando como meia. No outro dia, com a sub-20, entrou como meia também, mas para mim, olhamos ele como um jogador mais de frente, mais atacante, que pode jogar como falso atacante, ponta, enfim. Cada jogador tem que oferecer mais de uma coisa porque vamos precisar disso".
. Exposição no setor defensivo: "No primeiro lance, tivemos um desajuste. Mas é normal, é o primeiro jogo, as primeiras sensações dentro do campo. É algo novo que temos que ir evoluindo. Acho que fizeram muito bem o que digo de jogar juntos. Atacar e defender. Porque quando estamos juntos somos mais fortes. Na parte de controle, paciência, acho que foi bom. Tirando o primeiro lance que sim, há um desajuste, acho que foram bem. Obviamente temos que melhorar muito".
. Compactação do time: "Falei na coletiva de apresentação que ficava orgulhoso do entendimento deles nos treinos. Quando não se é contundente no placar, parece que não se jogou bem. O que você falou me deixa contente, porque para jogar como eles jogaram se precisa de muito trabalho. Já estão assimilando coisas em muito pouco tempo. Isso me deixa contente. Ainda não fizemos nada, amanhã temos que seguir e talvez em outro jogo não consigamos e vamos seguir. Acho que sempre se pode fazer melhor. Seguramente analisando o jogo novamente vou ver vários erros. Sou muito exigente comigo e serei com eles. Tenho que levá-los ao limite e vamos ver onde será o limite deles. Não sei se foi nos primeiros minutos, acho que só no primeiro lance, no segundo estava em impedimento, então já houve ajuste. Há desconcentração, nervosismo pelo primeiro jogo. Mas temos que seguir trabalhando porque ainda falta muito".
. Confiança de Arthur Cabral: "Acho que a equipe é mais importante que qualquer indivíduo. A equipe que ganha jogos, não indivíduos. Então, quando um não joga em equipe, cada um dentro do campo tem uma função a exercer. Nesse caso, ninguém está obrigado a fazer gols. Está obrigado a correr, pressionar, jogar em equipe e cumprir sua função. O Arthur Cabral, como toda a equipe, fez sua função ao máximo no que poderia dar hoje. Depois, como centroavante, tem que fazer gols. Como qualquer centroavante. Mas enquanto ele e seus companheiros fizerem o que precisam como equipe, o gol vai chegar. Ruído externo não sei. Não estou na cabeça de Cabral, mas recomendo que não tem que escutar, pois não é bom para ninguém. Tem que estar limpo e fazer o seu melhor".
"O gol vai chegar. O importante é que a equipe tenha possibilidades de marcar e entregar a bola no pé dele para que ele faça o gol. Vai acontecer. Você sabe como são os centroavantes, têm dinâmicas boas, ruins. Se corre, pressiona, deixa de cara, faz como treinamos, ajuda o companheiro, está bem. Obviamente quer fazer gol, mas hoje trabalhou muito. Não acho que a partida dele foi ruim".
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