Publicado 13/06/2026 17:30 | Atualizado 13/06/2026 17:48
Rio - A seleção brasileira dá o pontapé inicial na campanha rumo ao hexacampeonato mundial, neste sábado (13), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Sem conquistar o título há 24 anos, o Brasil já igualou o maior jejum de sua história e, mais uma vez, pode dar fim a seca na Terra do Tio Sam. No Rio de Janeiro, torcedores se reuniram na Casa CazéTV, no Armazém 3 do Píer Mauá, e mostraram confiança para a estreia.
Publicidade "Expectativa bem grande. Marrocos perdeu alguns jogadores, então o Brasil pode ganhar. Acho que não vai ser um jogo difícil não. Começar pegando o mais difícil já ameniza um pouco, porque você vê em que nível está. Se pegasse o Haiti primeiro, poderia ser uma goleada e depois não saberia como chegaria para enfrentar o Marrocos. Então isso pode ser benéfico", disse Filipe Gabriel Teixeira, advogado, de 25 anos.
Filipe, que tinha apenas um ano quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo pela última vez, sonha com o hexa. O advogado marcou presença na Casa CazéTV ao lado da mulher Maria Eduarda Lamônica, que também tem 25 anos e é química. Ambos mostraram entrosamento quando o assunto é Neymar, já que manifestaram desconfiança com a convocação.
"Eu acho que ele foi convocado só para amenizar uma pressão. Eu ficaria mais satisfeita se ele não fosse convocado porque significaria que estaríamos com os jogadores que acreditamos que o Brasil precisa ter para ganhar e não porque é uma celebridade. Mas já que foi, espero que melhore", afirmou Maria.
"Não concordo por não estar jogando nada. O João Pedro, que já estava no ciclo, seria bem mais benéfico. Ele não vai jogar nesse jogo (contra o Marrocos) e não deve estar no próximo (contra o Haiti). Ele era muito bom em 2022, mas não agora. Mas não tira o mérito dele na Seleção", completou Filipe.
Confiança em Ancelotti na busca pelo hexa
Sem conquistar o título mundial há 24 anos, o Brasil desembarcou nos Estados Unidos sob desconfiança do que pode alcançar. A seleção brasileira teve um ciclo conturbado e com quatro treinadores. Porém, a chegada do italiano Carlo Ancelotti resgatou a esperança no hexa. Maria Tereza Blanco, de 30 anos, vive a expectativa de comemorar mais um título mundial.
"Acho que é meio óbvio que é o jogo mais difícil, mas a expectativa é ver como vai ser sem um lateral. Mas estou confiante. Muito difícil (o ciclo) porque cada um tem uma filosofia de jogo, mesmo sendo parecidas. Foi um ciclo para arrumar a casa e relevar novos jogadores, como Endrick e Rayan. Mas estou feliz que ele (Ancelotti) veio", disse a servidora pública federal, que aprovou a convocação de Neymar.
"Eu comemorei a convocação, bati palmas e fiquei feliz. Acho que ele parece comprometido, mas acho que a presença é mais importante para outros jogadores que veem ele como referência. Acho que ele pode ajudar nesse sentido, de tirar o peso de outros jogadores como Vini Jr. Mas em campo acho difícil, acho que pode ajudar jogando poucos minutos", completou.

Nascida no Rio Grande do Sul, Maria Tereza é gaúcha, mas vive em Brasília. De férias no Rio de Janeiro, aproveitou para acompanhar a estreia da seleção brasileira na Casa CazéTV. Torcedora do Grêmio, ela declarou torcida pelo zagueiro Ibañez. Revelado no Fluminense, o defensor tem conexão com o Imortal e nunca escondeu a vontade de jogar no clube.
"Se perguntar quem que eu quero que faça gol, é o Ibañez. Estou torcendo muito por ele. Toda entrevista ele fala do Grêmio, então quero muito que ele faça um gol", contou.
Já Jorge Marcos Araújo, de 46 anos, tem boas lembranças dos últimos dois títulos mundiais do Brasil. Porém, sonha com o hexa. Carioca e torcedor do Vasco, ele demonstrou confiança na seleção brasileira para a estreia contra o Marrocos e declarou torcida por Rayan, cria do Gigante da Colina e que foi convocado para a Copa do Mundo com apenas 19 anos.
"Expectativa grande, mas um pouco de medo porque o Marrocos na última Copa deu trabalho. Mas estou confiante que o Brasil vai trazer um outro nível de futebol e vamos ganhar. Precisamos ganhar para começar bem a Copa. A esperança esse ano está grande por causa do Vini Jr e Raphinha. E como vascaíno, também estou com a esperança de que ele entre e faça um gol", afirmou Jorge Marcos.
Por fim, Jorge Marcos também comentou sobre a convocação de Neymar. O craque, que está fora da estreia da seleção brasileira, disputará a sua quarta Copa do Mundo na carreira. Para o vascaíno, a última chance de conquistar o título mundial pode servir de estímulo para o camisa 10 se empenhar mais dentro e fora de campo.
"Eu gostei. Na hora fiquei assustado, mas pensei que ele é um nome que pesa. Ele não joga mais o que já jogou, mas o nome dele é grande e o mundo todo ficou feliz com a convocação dele. Ele deve voltar com uma vontade muito grande de ajudar o Brasil. Confio que ele vai voltar bem e quer ganhar essa Copa, que é a última dele", finalizou.
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