Presidente do Palmeiras, Leila Pereira voltou a atacar BapCesar Greco / SE Palmeiras
Publicado 24/12/2025 18:50
A briga pública entre os presidentes de Flamengo e Palmeiras ganhou mais um capítulo fora de campo nesta quarta-feira (24), com nova crítica de Leila Pereira a Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Desta vez, o tema foi o ataque do rubro-negro à jornalista Renata Mendonça, do Grupo Globo, o que foi considerado machismo pela palmeirense.
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Em manifestação nas redes sociais, Leila saiu em defesa da comentarista e lamentou o episódio.
"Minha solidariedade à competente jornalista Renata Mendonça, vítima de um ataque machista feito pelo presidente do Flamengo. De um dirigente de um grande clube, espera-se condutas exemplares, nunca misoginia", escreveu Leila no Instagram.
A fala de Bap ocorreu durante um encontro com sócios na sede da Gávea, para apresentar um balanço do primeiro ano de gestão. Ao falar sobre investimento no futebol feminino, ele ironizou a profissional que recentemente criticou a gestão rubro-negra pelo que considerou abandono da modalidade.
"Tem lá a 'nariguda da Globo' que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol, que não estimula... dá vontade de falar: 'Filha, convence a sua empresa a colocar R$ 10 milhões, R$ 20 milhões por ano em direito de transmissão que a coisa fica melhor. Pau que dá em João tem de bater em Maria também", afirmou o mandatário rubro-negro, sem citar o nome da jornalista.
A presidente do Palmeiras ainda reforçou que situações como essa ainda são recorrentes no ambiente esportivo.
"Infelizmente, ainda existem homens que desprezam o trabalho das mulheres no futebol. Mas não vamos baixar a guarda! Seguiremos lutando para mostrar que lugar de mulher é onde nós quisermos!", completou.

Leila não se pronunciou com polêmica de Abel Ferreira

Pouco depois da manifestação da dirigente, torcedores do Flamengo nas redes sociais recuperaram um caso de declaração machista do técnico Abel Ferreira após uma pergunta da reórter Alinne Fanelli, da rádio BandNews FM, em 2024.
"Eu tenho que dar satisfações a três mulheres só: minha mãe, minha mulher e a presidente Leila. São as únicas que têm o direito de vir falar comigo e pedir explicações. Por que perdeu, por que lesionou? As únicas. Os outros podem falar, se manifestar, elogiar ou criticar, o treinador tem que saber ouvir elogios e críticas", disse Abel na coletiva.
Na época, Leila não se pronunciou sobre o ocorrido e, meses depois, ela deu entrevista em que afirmou não considerar as falas do português como machistas.
"Às vezes, eu não concordo com o posicionamento das mulheres. Naquele caso, não achei que ele foi machista. É difícil pra mim porque eu conheço o Abel, estou diariamente com ele. É diferente de pessoas que não convivem com ele diariamente. Eu não tenho dúvida nenhuma se fosse um homem perguntando aquilo, ele falaria a mesma coisa", disse ao Iol em novembro de 2024.
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