Plano oficial do projeto do novo estádio do FlamengoDivulgação

O Flamengo tem planos para os próximos meses ou anos em relação a seus estádios. Durante a apresentação do balanço de primeiro ano de gestão, o presidente do Rubro-Negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou uma novidade para o Maracanã em 2026 e explicou os próximos passos para a construção da arena no Gasômetro, assim como em relação ao miniestádio para a base, no Ninho do Urubu.

Novo camarote e melhorias no gramado

Em relação ao Maracanã, o Flamengo espera inaugurar em janeiro um camarote especial para a diretoria e convidados. A inspiração foi no que fez o Real Madrid.
"A gente está fazendo um camarote da presidência que vai ser nível Santiago Bernabéu, inaugura agora, em janeiro", explicou.
Bap ainda afirmou que haverá uma série de intervenções no estádio ao longo de 2026. Um deles é uma opção para piorar a experiência das torcidas adversárias de clubes que já têm dificuldades os rubro-negros de assistir a jogos fora.
"Ter aquela rede que em alguns lugares a gente recebe, que tem no campo de Atlético-MG e Palmeiras. Vamos ser recíprocos: se recebe a gente com aquela m* de rede, vai ter uma pior e mais fechada no Maracanã. Quem tratar bem o Flamengo, será tratado bem quando vier jogar aqui. Tacou uma pedra na gente, nós tacamos uma montanha em você quando vier aqui", disse.
Em relação ao gramado, Bap viu melhoria em 2025, mas entende que é possível evoluir mais.
"Contratamos uma consultoria da Fifa que avaliou o gramado do Maracanã de 1 a 5. Hoje a nota é de 3 a 3,5. Em 2026 queremos ser 4; e 5 em 2027. Tivemos R$ 120 milhões de faturamento no Maracanã em 2025 e vamos fazer R$ 192 milhões em 2026 sem shows e sem gramado de plástico", detalhou.

Estádio do Flamengo levará tempo

O presidente do clube também confirmou que demorará para o projeto do estádio no terrenos do Gasômetro sair do papel. As obras não têm previsão de início pois o clube primeiro quer juntar o dinheiro e também aguarda a limpeza do terreno a cargo da Naturgy, para a retirada do material, que pode durar até quatro anos.
" Agora temos um prazo estendido e o compromisso documentado, o terreno (do Gasômetro) é do Flamengo. Os estudos da FGV ajustaram o projeto e custos associados. Vamos criar uma poupança prévia para que na hora certa decida se faz e como fazer o estádio. O próximo passo é a saída da Naturgy do terreno, ela pode sair em até quatro anos. A gente espera que seja o mais rápido possível. Só podemos fazer uma descontaminação mais profunda (do terreno) quando ela sair", explicou.

Obra no Ninho do Urubu

O Flamengo segue com o planejamento para construir um miniestádio para ser usado nos jogos das divisões de base, no centro de treinamentos. A expectativa é inaugurá-lo no segundo semestre.
"Estamos na fase dois da obra, dos vestiários. Até setembro, outubro do ano que vem, o miniestádio vai estar pronto no CT, para 4.500 pessoas, para receber jogos da base", disse.