Marcão assumiu o Fluminense depois da demissão de Luis Zubeldía e acumulou bons resultadosMarcelo Gonçalves / Fluminense FC
“Por sermos funcionário do clube, estamos em uma posição de grande responsabilidade. Eu falo com os meninos que, em algum momento, temos um, dois jogos para mostrar tudo ou atender à expectativa de todos, da torcida, da imprensa. O Marcão tem dois jogos e vai ser avaliado por isso. Então, a responsabilidade acaba aumentando”, iniciou o treinador, em entrevista coletiva.
“Mas estou aqui para isso, para tentar entregar o meu melhor. E vai ser assim até o final. O presidente me confiou mais uma vez essa oportunidade de estar aqui até o final do ano. Então, vou me entregar por inteiro para que o nosso torcedor continue feliz até o final do ano”, complementou.
Com a vitória sobre o Remo, o Fluminense chegou a 41 pontos, na quarta posição na tabela. O próximo compromisso será contra o Athletico-PR, domingo (30), às 11h (de Brasília), na Arena da Baixada, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Outras respostas de Marcão
. Posicionamento de Hulk: “Na verdade, sabemos que o Hulk já jogou pelo lado, já jogou como segundo atacante. Teve um momento do jogo em que eu cheguei a pensar também em colocar um segundo homem ali, mas conseguimos fazer o gol e mantivemos. O Hulk tem evoluído. É lógico que é uma característica dele sair um pouquinho. Inclusive, eu disse para ele nesse jogo que poderia sair um pouco mais para carimbar essa bola, porque os zagueiros dificilmente vão sair. Ele está fazendo isso um pouco melhor, dando espaço para os nossos extremos penetrarem”.
“Vai ter jogo em que vamos precisar colocar outro atacante junto com ele. Chegou um momento em que eu colocaria talvez ele e o Cano, ou ele e o Castillo. Estava analisando isso em relação ao Ganso, mas ele estava sendo importante como esse homem para controlar o jogo, para não perdermos essa cadência e fazer essa bola chegar pelos lados. Mas, especificamente sobre o Hulk, ele tem evoluído e tem agradado muito no que temos pedido. No jogo passado, entregou aquilo que pedimos. De acordo com os treinamentos e as partidas, vamos conversando para deixá-lo cada vez mais à vontade dentro de campo e poder corresponder com aquilo que sabe fazer de melhor: gol”.
. Relação com Zubeldía: “Nessa função, temos aprendido com todos os treinadores que passam pelo clube. De verdade, tentamos pegar um pouquinho de cada um. Mas, particularmente, também fazemos uma análise em casa. Eu tive um relacionamento muito próximo com o Zubeldía. A comissão dele foi fantástica em relação à nossa comissão técnica permanente, nos deixava muito à vontade para expressar o que achávamos, e a experiência foi muito boa. É lógico que, em algum momento, há uma discordância, mas é uma discordância normal. Ele é o treinador. Mas precisamos ter alguma coisa que é nossa, algo que você acha que, se naquele momento não estiver funcionando, pode tentar utilizar”.
. Ganso: “Ele dá um pouco de controle, organização. É um jogo mais cadenciado, e, nesse momento, nossa equipe precisava de um jogo mais cadenciado para se organizar tanto ofensivamente quanto defensivamente. E o Ganso entrega isso muito bem. Nossas linhas estão mais próximas, defensivamente estamos mais equilibrados e temos a confiança de que, quando estamos com a bola, jogamos. E nem por isso deixamos de atacar, de ser ofensivos, de querer o jogo”.

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