Marcão assumiu o Fluminense depois da demissão de Luis Zubeldía e acumulou bons resultadosMarcelo Gonçalves / Fluminense FC

Agora técnico do Fluminense, Marcão mostrou ter ficado satisfeito com a efetivação depois da vitória de virada por 2 a 1 sobre o Remo, neste sábado (22), no Maracanã, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Auxiliar permanente do Tricolor, ele assumiu o comando depois da demissão de Luis Zubeldía, na semana passada, e acumulou bons resultados.

“Por sermos funcionário do clube, estamos em uma posição de grande responsabilidade. Eu falo com os meninos que, em algum momento, temos um, dois jogos para mostrar tudo ou atender à expectativa de todos, da torcida, da imprensa. O Marcão tem dois jogos e vai ser avaliado por isso. Então, a responsabilidade acaba aumentando”, iniciou o treinador, em entrevista coletiva.

“Mas estou aqui para isso, para tentar entregar o meu melhor. E vai ser assim até o final. O presidente me confiou mais uma vez essa oportunidade de estar aqui até o final do ano. Então, vou me entregar por inteiro para que o nosso torcedor continue feliz até o final do ano”, complementou.

Com a vitória sobre o Remo, o Fluminense chegou a 41 pontos, na quarta posição na tabela. O próximo compromisso será contra o Athletico-PR, domingo (30), às 11h (de Brasília), na Arena da Baixada, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Outras respostas de Marcão

. Uso da base: “Eles já vinham treinando no grupo, sabemos da capacidade dos atletas. Júlio Fidelis, Riquelme, Wesley... Estão no grupo, treinam bem e se tiver oportunidade não vejo problema nenhum. Hoje tiveram oportunidade de entrar e só fizeram o que já fazem no treinamento. Temos dois laterais que vão revezando, precisamos do Júlio com o Guga suspenso e o Samuel lesionou. Júlio entrou e correspondeu. Sempre que puder oportunizar, vamos. Riquelme da mesma forma, vem treinando, não foi no jogo passado porque sentiu um desconforto. Fizemos exame e não deu nada. Ele treinou bem e vimos que poderíamos utilizá-lo em jogos dessa grandeza. Contamos com todo mundo, os meninos de Xerém e a rapaziada que está no profissional”.

. Posicionamento de Hulk: “Na verdade, sabemos que o Hulk já jogou pelo lado, já jogou como segundo atacante. Teve um momento do jogo em que eu cheguei a pensar também em colocar um segundo homem ali, mas conseguimos fazer o gol e mantivemos. O Hulk tem evoluído. É lógico que é uma característica dele sair um pouquinho. Inclusive, eu disse para ele nesse jogo que poderia sair um pouco mais para carimbar essa bola, porque os zagueiros dificilmente vão sair. Ele está fazendo isso um pouco melhor, dando espaço para os nossos extremos penetrarem”.

“Vai ter jogo em que vamos precisar colocar outro atacante junto com ele. Chegou um momento em que eu colocaria talvez ele e o Cano, ou ele e o Castillo. Estava analisando isso em relação ao Ganso, mas ele estava sendo importante como esse homem para controlar o jogo, para não perdermos essa cadência e fazer essa bola chegar pelos lados. Mas, especificamente sobre o Hulk, ele tem evoluído e tem agradado muito no que temos pedido. No jogo passado, entregou aquilo que pedimos. De acordo com os treinamentos e as partidas, vamos conversando para deixá-lo cada vez mais à vontade dentro de campo e poder corresponder com aquilo que sabe fazer de melhor: gol”.
. Como foi a efetivação: “Eles já tinham falado comigo antes do jogo, mas não queriam que passasse nada antes. Estávamos concentrados na partida, sabendo que era um jogo difícil. Aí depois do jogo nos reunimos de novo, o presidente se colocou à disposição para passar para vocês (imprensa). Mas o processo foi sempre muito transparente, de muita sinceridade, como sempre foi a nossa relação com eles”.

. Relação com Zubeldía: “Nessa função, temos aprendido com todos os treinadores que passam pelo clube. De verdade, tentamos pegar um pouquinho de cada um. Mas, particularmente, também fazemos uma análise em casa. Eu tive um relacionamento muito próximo com o Zubeldía. A comissão dele foi fantástica em relação à nossa comissão técnica permanente, nos deixava muito à vontade para expressar o que achávamos, e a experiência foi muito boa. É lógico que, em algum momento, há uma discordância, mas é uma discordância normal. Ele é o treinador. Mas precisamos ter alguma coisa que é nossa, algo que você acha que, se naquele momento não estiver funcionando, pode tentar utilizar”.

. Ganso: “Ele dá um pouco de controle, organização. É um jogo mais cadenciado, e, nesse momento, nossa equipe precisava de um jogo mais cadenciado para se organizar tanto ofensivamente quanto defensivamente. E o Ganso entrega isso muito bem. Nossas linhas estão mais próximas, defensivamente estamos mais equilibrados e temos a confiança de que, quando estamos com a bola, jogamos. E nem por isso deixamos de atacar, de ser ofensivos, de querer o jogo”.
. Estilo de jogo para o Fluminense: “Um Fluminense que joga futebol. Acho que foi construída uma equipe para isso. O Marcão não pode sentar aqui agora e falar: “Vou tentar fazer um time de transição”, porque não temos jogadores com características só para transição. Acho que, pelas características dos jogadores que temos, é um jogo apoiado, um time que joga futebol, um time alegre, leve e organizado. E acho que é isso que enxergamos da nossa equipe: tentar tirar o máximo deles, do que imaginamos desse jogo, para realmente dar uma identidade à nossa equipe. Identidade que falamos nos dois jogos passados e falamos hoje. O que mostramos para o nosso torcedor? Ficamos felizes que, no final do jogo, o nosso torcedor estava acreditando, apoiando, mesmo com o empate, até o final. Essa é a identidade que queremos mostrar para a nossa torcida: que, em um momento adverso, pode contar conosco. Que vai brigar por uma bola, vai brigar pela segunda bola e, no final, todos nós ganhamos”.
. Chegada de reforços: “Jogador de qualidade, jogador que vai agregar, é sempre bom. Não escolhemos peças. Vemos que tem seis, sete jogadores de qualidade. Temos o exemplo do Igor Rabello, que a princípio não vinha tendo oportunidade, mas em algum momento precisamos dele. Ele não estava indo para os jogos, entrou e correspondeu. Por isso a nossa confiança no elenco que temos. Mas, se o presidente achar que vai vir um jogador para contribuir, um bom jogador, vai ser muito bem-vindo no grupo e vai nos ajudar também”.