Malhadinho teve sua atuação criticada (Foto: Reprodução/UFC)
Segundo Parrumpinha, apesar do excelente controle posicional e das quedas precisas, o peso-pesado ainda peca pela ausência de ground and pound — elemento que poderia garantir vitórias mais expressivas e evitar que os juízes decidissem contra ele em lutas equilibradas.
“O Malhadinho tem uma combinação muito boa de Wrestling e controle, mas ele tem um problema sério: ele não bate! Zero. Ele não dá nenhum soco, nenhuma cotovelada. (…) Ele foi raspado de novo pelo Volkov. Não sei se jogou o peso para o lado errado, mas não gostei da apresentação dele. Gostei das quedas, ele deu uma aula de quedas, mas no chão ele erra”, criticou o treinador.
A luta seguiu um roteiro previsível: Malhadinho evitou trocação e focou em derrubar o gigante russo desde o primeiro round. Apesar de conseguir colocar Volkov no chão repetidas vezes, o brasileiro pouco produziu ofensivamente, limitando-se ao controle posicional. Em contrapartida, o russo foi mais agressivo por baixo, acertando cotoveladas e buscando finalizações — o que acabou pesando na decisão dividida a seu favor.
No segundo assalto, o baiano manteve a estratégia e conquistou novas quedas, mas o público reagiu com vaias diante da falta de ação. Mesmo quando teve as costas de Volkov, Malhadinho não conseguiu desenvolver o jogo ofensivo, levando o árbitro a reiniciar a luta em pé. A cena se repetiu no round final, com o brasileiro insistindo nas quedas, mas novamente sem gerar dano efetivo.
O revés freia momentaneamente o avanço de Jailton na elite dos pesos-pesados, categoria dominada por nomes de perfil mais agressivo, como Tom Aspinall. A análise de Parrumpinha reforça o debate sobre a necessidade de o brasileiro ajustar sua postura no solo para se manter competitivo diante dos principais grapplers e strikers da divisão.

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