Fernando Diniz iniciou sua segunda passagem pelo VascoReprodução / Vasco TV

Rio - "Mais preparado do que quando assumi o Fluminense". Foi assim que Fernando Diniz definiu a sua chegada ao Vasco - a segunda passagem na carreira - nesta quinta-feira (15). Apresentado no CT Moacyr Barbosa, o treinador afirmou que não quer focar somente em resultados e não escondeu a felicidade de poder retornar ao Cruz-Maltino. 
"Diferente da maioria das pessoas, não foco só no resultado. Não é a única coisa importante. Nesses momentos quando o resultado não aparece, eu só faço uma coisa, que é melhorar. Pode perder o jogo, campeonato, mas não pode perder as coisa essenciais da vida: capacidade de melhorar, ficar mais forte (...). Futebol é muito mais do que conquista do título, é muito maior", iniciou Diniz. 
"Para mim, ser campeão de verdade é todo dia. Para gente ser exemplo de gente assim, não precisa necessariamente ganhar taça. Vai ser efeito, não a causa. Temos controle sobre a causa. Quando os problemas aparecem, temos a tendência de empurrar o problema, mas ninguém pega para resolver. Precisamos de muito trabalho, de muita gente. Estou muito feliz de vir para cá, estou mais preparado do que quando assumi o Fluminense. Espero que eu consiga ajudar" completou. 

Coutinho 'indispensável'

Diniz encarou como "alegria e honra" a chance de trabalhar com Phillipe Coutinho. Para o técnico, o camisa 11 irá "evoluir muito" e que ele "acrescenta muito para o Vasco".
"Acho que é indispensável. Para mim, é uma alegria e uma honra trabalhar com jogador do quilate dele. Da geração do Neymar é um dos caras mais talentosos que produzimos no Brasil. A carreira poderia ter sido mais brilhante para o jogador que ele é. Conto muito com ele. Nesse jogo, fez boa partida, precisa se soltar. Acredito que ele vai evoluir muito. Sempre um presente para o futebol brasileiro", afirmou.

Conexão com o torcedor é objetivo

O treinador confirmou que tinha o desejo de voltar a trabalhar no Gigante da Colina. Ele garantiu que tem "muito a acrescentar" no comando e pontuou sua principal meta no comando do clube carioca: que o time consiga falar a mesma língua que o torcedor nas arquibancadas. 
"A torcida é o maior trunfo do Vasco. É uma torcida diferente. A gente precisa fazer com que o time corresponda ao anseio da torcida para criar uma conexão. Uma das minhas funções é essa, que o time consiga se conectar à torcida. É uma torcida muito diferente", afirmou. 

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Fim de atrito com Tchê Tchê
"É um dos jogadores que mais atuou comigo na carreira. O que eu faço com os jogadores é o que eu faço com os meus filhos. Se errar, tenho que pedir desculpa e seguir minha vida. Eu sou rigoroso e consigo ajudar. Todos eles tiveram um momento como do Tchê Tchê. Faz parte do processo, não é um processo linear. Foi uma coisa que aconteceu que está totalmente superada, ele conseguiu jogar muito bem (contra o Lanús), acho que foi uma das melhores partidas dele aqui. E espero que ele seja muito feliz no Vasco".
Base será utilizada?
"Eu de fato gosto de trabalhar com a base. Já vinha avaliando. Ontem assisti ao jogo (do sub-20), tenho informações desde que começamos as negociações. Não quero citar um jogador específico para não ter uma expectativa grande e uma cobrança desnecessária depois. Pode ter certeza que, quanto mais treinar, vou trazer os jogadores para olhar se eles estão prontos. Se botar no momento errado, a torcida não quer mais saber dele. Se tiver condição, terei esse olhar de maneira especial para eles."
'Conexão forte' com Pedrinho
"Pedrinho é um tipo de pessoa muito diferente. Talvez o cara que mais mereça sucesso no Vasco é ele. Todos sofrimentos e dores que ele sentiu, ele transforma em algo muito positivo. Tudo que eu penso da vida e do futebol tenho uma conexão forte com ele. Ele é uma pessoa muito melhor quando você conhece de perto. Espero de verdade que aconteça. Vai acontecer? Não sei. O que eu puder fazer para ajudar o Vasco e o Pedrinho, eu irei fazer". 
Contratações
"Não indiquei absolutamente ninguém, zero. Vamos começar a conversa de maneira mais específica a partir de hoje. Não adianta falar que vamos contratar um monte de jogadores, seria incoerente quando eu digo que tem um bom elenco. Tem um bom elenco. Tem jogador aqui que pode render mais. Pontualmente, temos que acertar nas contratações. Não gosto de contratar muita gente. A chance de acertar em contratação não é fácil, ainda mais com o orçamento que o Vasco tem. Tem que ter bastante cuidado, ser muito criterioso".