Fernando Diniz é o técnico do VascoMatheus Lima/ Vasco

Rio - Fernando Diniz fez uma análise sobre o momento do Vasco na temporada. O Cruz-Maltino iniciou a semana com um empate diante do Flamengo, venceu o Bahia na quarta-feira (24) e, neste sábado (27), bateu o Cruzeiro por 2 a 0. Além disso, recentemente, o time avançou à semifinal da Copa do Brasil. O técnico ressaltou a importância da persistência e do trabalho. Além disso, valorizou os funcionários que estão no clube.
"Eu acho que isso é fruto de persistência e de um bom trabalho. Quando os resultados não acontecem e o time tem performance, às vezes tem uma histeria externa de que está tudo errado. Se calha em um momento desse de jogar mal e perder, aí parece que está tudo errado. Acho que a gente foi construindo e continua construindo muita coisa no Vasco. E com o trabalho de muita gente. O Vasco tem um material humano que certamente é um dos melhores do Brasil".
"Parte médica, fisiologia, massagistas, nutrição, cozinheiro. É uma comunidade que trabalha de maneira diferente. Esse é o maior patrimônio do Vasco hoje interno. Eu tenho experiência no futebol de muitos anos como jogador e treinador, e é um ambiente diferente e de pessoas muito capazes. O futebol não se limita ao treinador e ao jogador".
Com o resultado, o Vasco chegou aos 30 pontos e saltou para a décima posição. Já o Cruzeiro, que tinha a chance de assumir a liderança provisória do Campeonato Brasileiro, segue com 50 e aparece em segundo.
Agora, a equipe de Fernando Diniz volta as atenções para o Palmeiras. O Cruz-Maltino encara o Alviverde na próxima quarta-feira (1ª), às 19h, no Allianz Parque, pela 26ª rodada do Brasileirão.

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Fernando Diniz interage com a torcida do Vasco - Matheus Lima | Vasco da Gama
Fernando Diniz interage com a torcida do VascoMatheus Lima | Vasco da Gama
ANÁLISE
"Nosso time também tem transição ofensiva boa. No fundo, era saber que eles (Cruzeiro) têm transição. Muito provavelmente, é o time com mais gols de bola parada e transição. A primeira coisa era saber perder a bola e saber, em alguns momentos, parar o jogo. Quando não conseguir parar, deixar o jogo mais lento. Quando nem uma coisa nem outra, proteger a profundidade".
TORCIDA
"A coisa mais importante que aconteceu hoje foi essa conexão com a torcida. (Estádio) Estava cheio, e o time jogou junto com a torcida. O time foi tão bom hoje quanto a torcida. Essa conexão faz o Vasco ser muito mais forte. Espero que a gente consiga ter cada vez mais consistência e que a torcida goste cada vez mais do que a gente vai fazer dentro do campo".
SAÍDAS DE VEGETTI E NUNO NA ETAPA COMPLEMENTAR
O jogo estava ficando com muita transição. Tirei o Vegetti e o Nuno. Do jeito que estava ficando o jogo, estava com a cara muito mais do Andrés Gómez e do David para hoje. Por isso, quis substituir naquela hora. Não quis esperar muito. Para a gente aproveitar melhor o Vegetti, temos que ter posse no ataque para ele terminar os lances e ter mais chances de fazer o gol. Isso não estava acontecendo, vi que não ia mudar muito o cenário. Com a entrada dos outros jogadores com outras características, achei que teríamos mais chances de não tomar o gol e fazer o segundo.

VASCO SOUBE SOFRER?

Não é que a gente soube sofrer. Quando a gente baixou, o Cruzeiro é um time que gosta de muita profundidade. Quando a gente não conseguia encaixar a marcação rapidamente, a gente tinha que descer mesmo. Não é o jogo do Cruzeiro, que ele se sente mais confortável, não é um jogo empurrando o adversário para trás com muita posse. É um time muito vertical. Quando a gente baixou o bloco, a gente não sofreu quase. Não me lembro do Cruzeiro ter tido uma grande chance nem de o Léo Jardim ter feito uma grande defesa.
"Hoje, nas expectativas mais apuradas, existe a expectativa de gol. Não teve expectativa de gol quase para o Cruzeiro importante. Acho que o time não sofreu no jogo. O que faltou um pouco para o time foi ter um pouco mais controle da posse. Acho que poderíamos, em determinados momentos, ter tido mais circulação da bola. Outro problema do time foi que, no primeiro tempo, perdemos quase todas as segundas bolas. Essa perda que fez o Cruzeiro ter um pouco mais de volume. Não foi porque nos empurraram para trás, a gente foi aonde tinha que ir. E conseguimos nos defender bem".