Em um dos endereços foram encontrados cerca de R$ 70 mil em dinheiro, armazenado em mais de 20 latas de suplementos Foto MPRJ/Rede social
Itaocara - Organização filantrópica de assistência social dedicada ao atendimento, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência intelectual, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, a Associação Pestalozzi de Itaocara, na região noroeste fluminense está na mira do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O presidente, Carlos Alberto Soares, e a coordenadora Ana Beatriz Pereira Soares, Carlos Alberto Soares, e a coordenadora Ana Beatriz estão sendo investigados em denúncia de desvio de recursos públicos da instituição, que integra a rede nacional do Movimento Pestalozziano. Eles foram alvos de mandados de busca e apreensão, cumpridos nessa terça-feira (21).
De acordo com a Promotoria de Justiça, o prejuízo causado pela prática criminosa à entidade é superior a R$ 468 mil. As ações aconteceram na sede da associação e em outros endereços. Em um deles, foram encontrados cerca de R$ 70 mil em dinheiro, armazenado em mais de 20 latas de suplementos que estavam no closet do denunciado.
“Também foram apreendidos documentos, computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para análise do conteúdo”, informa a promotoria, que contou com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) nas investidas, um total de três.
AFASTAMENTOS - Em nota, o MPRJ relata que os investigados foram denunciados pelos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro por desvios de recursos públicos destinados à Pestalozzi de Itaocara. Além do dinheiro, foram apreendidos documentos, computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para análise do conteúdo.
A denúncia resume que, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, “os denunciados teriam desviado recursos públicos por meio da emissão de cheques, saques em espécie, utilização de terceiros para movimentação de valores e exigência de devolução de parte dos salários de funcionários da associação”.
A reportagem tentou ouvir os envolvidos nas denúncias; mas, ninguém atendeu na associação. O MPRJ ressalta que Carlos Alberto e Ana Beatriz estão afastados, cautelarmente, das respectivas funções. ”A Promotoria de Justiça obteve a indisponibilidade de bens de ambos e a quebra do sigilo bancário de Ana Beatriz”, pontua.

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