Ação reuniu atendimentos gratuitos como vacinação, exame de vista, testes rápidos para a detecção de infecçõesDivulgação
Cuidar é política pública: ação leva saúde e escuta à população em Japeri
O evento, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, levou serviços médicos, acolhimento, entre outras ações na Paróquia Nosso Senhor do Bonfim
Japeri – No fim de semana, a quadra da Paróquia Nosso Senhor do Bonfim, em Engenheiro Pedreira, ficou repleta de cores, sorrisos e afeto. Era o início do evento em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, promovido pela Prefeitura de Japeri, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, Pessoas com Deficiência, Mulher e Cidadania, em parceria com a Pastoral Afro-Brasileira.
Com o tema ‘’ Saúde da Mulher Negra’’, a ação reuniu atendimentos gratuitos como vacinação, exame de vista, testes rápidos para a detecção de infecções como HIV, sífilis, hepatites B e C e orientações jurídicas. Além disso, rodas de conversa, partilhas e escutas voltadas ao cuidado integral da mulher negra.
O evento foi conduzido pelo subsecretário e coordenador de Igualdade Racial, Marcello Silva, que reafirmou o compromisso da secretaria com a igualdade racial.
“Essa ação é fruto de um esforço coletivo para reafirmar que a saúde da mulher negra importa. Ver tantas mulheres sendo atendidas, ouvidas e reconhecidas hoje é um passo importante na construção de uma cidade mais justa e igualitária’’.
A mesa de abertura foi composta pelo secretário de Direitos, Pessoas com Deficiência, Mulher e Cidadania, Luiz Henrique; a subsecretária de Políticas para as Mulheres, Alessandra Oliveira; da presidente do Conselho Municipal de Direitos da Mulher, Maria Cristina Alves. Todos reforçaram a importância da construção de políticas públicas que reconheçam as particularidades e os direitos das mulheres negras.
A palestra principal foi conduzida pela enfermeira Deusa Ferreira, especializada na saúde da mulher negra, que falou sobre os desafios enfrentados no acesso à saúde.
“É fundamental que o cuidado com essas mulheres não se resuma ao físico. Precisamos falar de escuta, respeito, dignidade e representatividade nos espaços de cuidado’’, afirmou.
Para a dona de casa Edna dos Santos, de 46 anos, a manhã foi além de especial: “Eu vim tomar vacina, mas saio daqui com o coração cheio. Escutei histórias que pareciam com as minhas. Fui acolhida, e isso não tem preço’’.

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