Corredores de amarelo tomam a orla de Macaé em mobilização por um trânsito mais seguro Foto: Moisés Bruno H. Santos
Corrida Maio Amarelo leva centenas às ruas de Macaé com mensagem de paz no trânsito
Com percurso à beira-mar, evento reuniu atletas, famílias e iniciantes em clima de celebração e conscientização sobre segurança viária
Macaé - A manhã de domingo em Macaé começou diferente. A tradicional orla que liga a Praia Campista à Praia dos Cavaleiros se transformou em cenário para a Corrida Maio Amarelo, que, em sua quarta edição, reuniu moradores e visitantes em um percurso de cinco quilômetros com um objetivo maior: promover a vida no trânsito. A ação fez parte das atividades do movimento internacional Maio Amarelo, que reforça a importância da responsabilidade e da empatia nas ruas.
Com o tema “Desacelere. Seu bem maior é a sua vida”, a corrida atraiu participantes a partir de 15 anos, distribuídos por faixas etárias que iam dos adolescentes aos veteranos com mais de 60 anos. Vestindo camisetas amarelas, símbolo do movimento, os corredores imprimiram energia e emoção a cada passo, transformando o esporte em instrumento de alerta e mobilização social.
Entre os rostos suados e sorrisos de satisfação, a atleta experiente Ana Silva celebrou mais uma participação. “Corro há 15 anos e não abro mão de estar presente. Essa corrida carrega um propósito nobre, que vai além do tempo e da competição”, afirmou. Já a jovem Clara Santos, de 17 anos, viveu sua estreia. “Nunca imaginei que seria tão animador. Foi especial do início ao fim. Ano que vem quero repetir!”, garantiu.
Todos os inscritos cruzaram a linha de chegada com medalhas no peito, símbolo do engajamento com a causa. Os três primeiros colocados de cada categoria subiram ao pódio e receberam troféus. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Jayme Muniz, o evento superou as expectativas. “Foi uma edição histórica. Mais do que uma corrida, foi um ato coletivo de valorização da vida.”
Durante o mês, a campanha Maio Amarelo também levou ações educativas para escolas, empresas e vias públicas de Macaé. A Escolinha do Trânsito, blitzes, panfletagens e palestras ajudaram a espalhar a mensagem de que a segurança nas ruas é uma responsabilidade compartilhada.
Para o diretor de Educação para o Trânsito, Leandro Aracati, o sucesso da corrida refletiu o envolvimento da comunidade. “Tivemos estrutura, apoio e, principalmente, participação. A união de todos mostra que mudar o trânsito começa por atitudes simples, como desacelerar.”
O movimento Maio Amarelo nasceu com a proposta de reduzir acidentes e vítimas no trânsito, somando esforços entre governos, instituições e a sociedade. Em Macaé, a corrida provou que, quando a causa é a vida, todos estão dispostos a calçar os tênis e fazer a diferença.

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