Secretário de Defesa Civil conversa com orientadores pedagógicos durante reunião na Cidade Universitária de MacaéFoto: Divulgação
Macaé une Defesa Civil, Educação e universidades para enfrentar desafios climáticos nas escolas
Prefeitura investe em monitoramento, formação e tecnologia para preparar comunidade escolar diante de desastres naturais
A Prefeitura de Macaé deu mais um passo importante para fortalecer a prevenção e a preparação da rede municipal de ensino diante dos crescentes desafios climáticos. Em uma iniciativa que reúne a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Educação e instituições de ensino superior, a cidade se destaca pela integração entre ciência, gestão pública e comunidade escolar.
O auditório da Cidade Universitária de Macaé foi palco de uma reunião estratégica que teve como foco a segurança nas escolas diante de eventos extremos, como alagamentos, deslizamentos e tempestades. O prefeito Welberth Rezende, principal articulador da política de integração entre as pastas, reforçou o compromisso da gestão com ações preventivas que priorizam a vida e o conhecimento como ferramentas de transformação.
O encontro reuniu orientadores pedagógicos da rede municipal, representantes da Defesa Civil, professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – campus Macaé, por meio do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar do Centro Multidisciplinar (GPICM), e contou com apoio da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).
Durante a apresentação, o secretário municipal de Defesa Civil, Joseferson de Jesus, detalhou o projeto de instalação de 31 estações meteorológicas em escolas do município, com prioridade para aquelas situadas em áreas de maior risco. A proposta inclui ainda treinamentos de evacuação e primeiros socorros, com base na Lei Lucas, que tornou obrigatória essa capacitação nas instituições de ensino.
“As escolas são espaços fundamentais para formar cidadãos conscientes e resilientes. Investir na educação e na ciência, com o apoio da tecnologia, é preparar nossa população para responder melhor aos desafios que vêm com as mudanças climáticas. A gestão municipal está comprometida em ampliar esse alcance”, afirmou Joseferson.
Além do monitoramento, o projeto propõe aulas de robótica que ensinam os próprios alunos a construir e operar estações meteorológicas de baixo custo. A professora Cristiane Teixeira, do GPICM, explicou que a equipe já desenvolveu um modelo de mitigação de desastres naturais baseado em tecnologias de baixo custo e participação comunitária. O software criado pelo grupo permite o envio em tempo real dos dados coletados pelas estações para o Centro de Monitoramento da Defesa Civil.
Para o secretário de Educação, Matias Mendes, a iniciativa representa um avanço no sentido de transformar o conhecimento científico em ação concreta nas escolas. “Vamos intensificar essas práticas. O projeto envolve os alunos, desperta o interesse pela ciência e prepara toda a comunidade escolar para agir com responsabilidade diante de emergências.”
Atualmente, a rede de monitoramento de Macaé conta com um pluviômetro do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), duas estações hidropluviométricas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além de pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que já oferecem dados importantes para a tomada de decisões.
A presença da gerente de Saúde do Escolar, Janiane Nunes, reforçou a dimensão interdisciplinar do projeto, que envolve também o cuidado com a saúde dos estudantes durante situações críticas.
A iniciativa da Prefeitura de Macaé se destaca por unir inovação tecnológica, compromisso educacional e responsabilidade social, demonstrando como o poder público pode agir de forma preventiva e eficaz diante das mudanças climáticas.

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