Macaé figura entre os municípios com maiores rendimentos do Estado, junto a Niterói e Rio de JaneiroFoto: Douglas Smmithy
Macaé se destaca entre os municípios do Rio com renda acima da média nacional
Censo 2022 do IBGE mostra que trabalhadores macaenses ganham, em média, 18% a mais que a média do país, embora desigualdades por gênero e raça ainda persistam
Macaé - Macaé aparece entre os municípios fluminenses com melhores rendimentos médios no Estado do Rio de Janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE, referentes ao Censo 2022: Trabalho e Rendimento. A cidade registrou renda média mensal de R$ 3.380,70 por trabalhador, superando a média nacional, que ficou em R$ 2.850,64, e contribuindo para que o Estado do Rio se coloque entre as nove unidades federativas com ganhos acima da média do país.
No ranking estadual, Niterói lidera com R$ 5.371,43, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 4.081,71), Macaé, Rio das Ostras (R$ 3.146,55), Resende (R$ 2.993,43), Petrópolis (R$ 2.869,02) e Volta Redonda (R$ 2.855,11). Por outro lado, municípios do interior como São Francisco de Itabapoana (R$ 1.563,45), Varre-Sai (R$ 1.586,16) e São José do Ubá (R$ 1.668,15) apresentam os menores rendimentos do Estado.
A pesquisa evidencia também desigualdades por gênero e raça. Enquanto os homens tiveram rendimento médio de R$ 3.435, as mulheres receberam R$ 2.706. Por cor ou raça, os maiores valores foram registrados entre pessoas de origem oriental (amarela) com R$ 10.100 e brancas com R$ 4.193, enquanto indígenas receberam R$ 2.749, pardos R$ 2.370 e pretos R$ 2.177. A população branca corresponde a 42,2% da força de trabalho fluminense, seguida por pardos (40%) e pretos (17,5%).
O levantamento também detalha o rendimento domiciliar per capita, indicador importante para políticas públicas. No Estado, a média foi de R$ 1.846,50, acima da nacional, que chegou a R$ 1.638,06. Niterói lidera com R$ 3.577,32, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 2.515,32), Resende (R$ 1.881,11), Macaé (R$ 1.876,38), Teresópolis (R$ 1.860,47) e Rio das Ostras (R$ 1.840,11). Em contrapartida, Japeri, Belford Roxo, São Francisco de Itabapoana e Queimados registram os menores valores.
A taxa de ocupação do Estado ficou em 51,02%, abaixo da média nacional de 53,5%. Entre os municípios, Sumidouro liderou com 65,12%, enquanto Japeri apresentou o menor índice, com 37,32%. Entre os ocupados, os homens representam 54,8% e as mulheres 45,2%. A escolaridade das mulheres se destaca: 28,5% possuem ensino superior completo, ante 19,5% dos homens.
O Índice de Gini, que mede desigualdade na distribuição de renda, atingiu 0,574 no Estado, o segundo maior do país, atrás apenas do Distrito Federal (0,584). Valores próximos de 0 indicam distribuição mais igualitária; perto de 1, concentração extrema de riqueza. O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades.
O Censo 2022 traz ainda informações sobre ocupação, categoria de emprego e atividades econômicas, oferecendo um panorama detalhado do mercado de trabalho fluminense e contribuindo para análises de desigualdade e planejamento social.

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