Macaé celebra Consciência Negra com roda de capoeira, maculelê e samba de rodaFoto: Ilustração
Macaé dá voz à ancestralidade e celebra Consciência Negra com capoeira, maculelê e samba de roda
Evento no Polo de Cultura da Fronteira reúne alunos, mestres e campeões estaduais em manhã dedicada à memória, resistência e alegria coletiva
Macaé - A cidade de Macaé prepara uma manhã de afeto, ancestralidade e celebração para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra. A programação será realizada nesta quinta-feira, das nove às onze da manhã, no Polo de Cultura da Fronteira. O espaço, conhecido por dar vida a manifestações populares, abre novamente suas portas para um encontro que mistura memória, musicalidade e reconhecimento das raízes afro-brasileiras.
A festa reúne alunos do Polo e convidados que formam a grande roda da cultura. O Grupo Gmac de Capoeira participa com os mestres Anú e Kiko, que conduzem a ginga e o canto que contam histórias transmitidas de geração em geração. Ao lado da capoeira, apresentações de maculelê e samba de roda completam o cenário que há catorze anos integra o calendário afetivo do espaço, interrompido apenas nos períodos mais duros da pandemia.
Entre os destaques da celebração estão Larissa Rocha Moreira e Gean Pedreira, campeões estaduais na categoria Juvenil e recém-premiados no Troféu Rio de Janeiro de Capoeira. Os dois representaram Macaé com excelência e agora se preparam para disputar o Brasileiro e o Pan-Americano, em São Paulo, entre os dias três e cinco de dezembro.
A atividade acontece nas Tendas Culturais, área do Polo que passa por revitalização e recebe novas estruturas para melhorar o acolhimento do público. O coordenador do espaço, Leandro Riscado, reforça que o encontro carrega mais do que apresentações: ele simboliza pertencimento. Segundo ele, a data convida a comunidade a revisitar a força ancestral que sustenta a luta pela igualdade racial e resgata a capoeira como expressão de resistência, esporte, dança e fé.
O Dia da Consciência Negra homenageia Zumbi dos Palmares, morto em 1695, líder que marcou a história brasileira na luta contra o sistema escravista. Em todo o país, o 20 de novembro lembra a importância de combater o racismo e ampliar o debate sobre desigualdade, exclusão e protagonismo da população negra. O Polo de Cultura da Fronteira fica na rua Dr. Manoel Marques Monteiro, 724, no bairro Fronteira.

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