Vinicius Cozzolino solicita tombamento dos três quilombos de Magé como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro Divulgação
“Declarar os quilombos de Magé como patrimônio tombado é reconhecer e dar a proteção que eles merecem. Esses espaços são base do resgate das tradições africanas e precisamos valorizá-lo. Magé é uma cidade histórica e tombar esses quilombos é valorizar a história e a memória das comunidades remanescentes”, explica Vinicius Cozzolino.
O quilombo Maria Conga, também fica no primeiro distrito cidade, e carrega o nome da heroína de Magé, negra africana que viveu todas as agruras dos tempos de escravidão, dedicou a vida à luta pela liberdade, e recebeu esse título, em 1988, no centenário da Abolição. O espaço conta com um centro cultural criado para preservar a história de seus descendentes.
A história do quilombo Quilombá, localizado em Bongaba, no sexto distrito de Magé, começa em 1696 com a construção da Igreja de Nossa Senhora da Piedade do Inhomirim. Nessa época, muitas famílias escravizadas sobreviviam nessa terra, sendo obrigadas a trabalharem em atividades rurais e na construção da Igreja, lideradas por Vovó Alzira, que fabricava esteiras para que os quilombolas pudessem dormir, o quilombo abrigou diversos escravos que buscavam abrigo. Atualmente, o espaço é um ponto de cultura.


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