Em fato inédito, Bolsonaro vai a Muro das Lamentações com Netanyahu

Presidente brasileiro torna-se o primeiro chefe de Estado a realizar tal visita ao lado de um primeiro-ministro israelense

Por O Dia

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus -

Jerusalém - O presidente Jair Bolsonaro visitou nesta segunda-feira o Muro das Lamentações em Jerusalém com Benjamin Netanyahu, tornando-se o primeiro chefe de Estado a realizar tal visita ao lado de um primeiro-ministro israelense, segundo a Chancelaria israelense.

Rompendo com a prática diplomática, Bolsonaro foi ao local mais sagrado do judaísmo com Netanyahu.

Com quipá na cabeça, colocou as duas mãos nas pedras do muro e, com Netanyahu fazendo o mesmo do seu lado esquerdo, recolheu-se por vários segundos com a cabeça inclinada.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e do rabino do Muro, Shmuel Rabinovitch, em sinagoga dentro dos Túneis do Muro Ocidental - Menahem Kahana/AFP

Bolsonaro cumpriu com a tradição de inserir nos espaços do Muro um pedaço de papel destinado à realização de um voto.

Instantes antes, o presidente brasileiro esteve na basílica do Santo Sepulcro, o templo mais sagrado para o cristianismo. Os dois locais ficam na Cidade Velha de Jerusalém, em uma área cujo controle é disputado por israelenses e palestinos.

A programação do presidente brasileiro prevê ainda a visita a túneis subterrâneos do muro. Este é o ultimo evento oficial de Bolsonaro previsto para esta segunda-feira.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus - Menahem Kahana/ AFP

Durante décadas, os líderes estrangeiros se abstiveram de aparecer ao lado de um líder israelense em frente ao Muro das Lamentações, para evitar que parecessem se posicionar em questões altamente sensíveis de soberania.

O local, um dos mais sagrados do judaísmo, fica em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, em uma decisão que não foi reconhecida pela comunidade internacional.

O estatuto de Jerusalém é uma das questões mais difíceis do conflito israelense-palestino.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus - Menahem Kahana/ AFP

O presidente americano Donald Trump visitou o Muro em maio de 2017, mas foi acompanhado pelo Rabino do Muro, Shmuel Rabinovitz, e não por um líder israelense. 

Na semana passada, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, também visitou o Muro das Lamentações ao lado de Netanyahu.

A iniciativa foi uma ruptura da tradição diplomática americana de não visitar o local.

Pompeo tornou-se o funcionário de maior hierarquia do governo americano a visitar o local de oração sagrado para os judeus.

*Com AFP e Estadão Conteúdo

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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus Menahem Kahana/AFP
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e do rabino do Muro, Shmuel Rabinovitch, em sinagoga dentro dos Túneis do Muro Ocidental Menahem Kahana/AFP
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus Menahem Kahana/ AFP
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tocam o Muro das Lamentações, local mais sagrado para os judeus Menahem Kahana/ AFP

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