Endividamento das famílias nos EUA já ultrapassa pico da crise de 2008
Relatório mais recente usa dados de crédito do consumidor até 31 de março e ainda não reflete totalmente os efeitos do coronavírus na economia familiar do país
Pandemia de coronavírus afundou o país na pior crise de saúde desde a gripe espanhola de 1918 e em sua pior recessão desde a crise de 1929AFP
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York afirma em relatório trimestral que o endividamento total das famílias nos Estados Unidos avançou 1,1% (US$ 155 bilhões) no primeiro trimestre de 2020, para US$ 14,30 bilhões, acima do pico anterior de US$ 12,68 bilhões atingido no terceiro trimestre de 2008, quando ocorria uma crise financeira.
O Fed NY aponta em comunicado que o relatório mais recente usa dados de crédito do consumidor até 31 de março, mas ressalta que eles não refletem ainda totalmente os efeitos da pandemia de coronavírus "que se materializaram na segunda metade de março". A instituição diz que continuará a olhar de perto esses números, como parte de sua avaliação sobre o quadro econômico atual.