Garoto de 9 anos morre na França por doença que seria ligada à covid-19

Nas últimas três semanas, vários países divulgaram casos de crianças afetadas por uma doença inflamatória com sintomas semelhantes a uma condição rara, a doença de Kawasaki, possivelmente ligada à covid-19

Por AFP

Alunos brincam no pátio da escola Saint Germain de Charonne, em Paris, em 14 de maio de 2020, depois que as escolas primárias na França reabriram esta semana
Alunos brincam no pátio da escola Saint Germain de Charonne, em Paris, em 14 de maio de 2020, depois que as escolas primárias na França reabriram esta semana -
Marselha - Um garoto de 9 anos com sintomas semelhantes aos da doença de Kawasaki, possivelmente ligada ao coronavírus, morreu na cidade de Marselha, no sudeste da França - informou seu médico nesta sexta-feira.

O garoto, que morreu de "danos neurológicos relacionados a uma parada cardíaca", tinha "uma sorologia que mostrava que estava em contato" com o coronavírus, mas não havia desenvolvido as síndromes da Covid-19, relatou o dr. Fabrice Michel, chefe da unidade de terapia intensiva pediátrica de La Timone, em Marselha.

O menor sofreu a parada cardíaca em casa e foi transportado para um serviço especializado, onde recebeu atendimento por sete dias, afirmou o médico, acrescentando que o garoto faleceu no sábado.

Nas últimas três semanas, vários países divulgaram casos de crianças afetadas por uma doença inflamatória com sintomas semelhantes a uma condição rara, a doença de Kawasaki, possivelmente ligada à covid-19.

Um adolescente de 14 anos, que testou positivo para a covid-19, mas não apresentou qualquer patologia subjacente, morreu no Reino Unido, assim como um menino de 5 anos, em Nova York.

Os sintomas incluem febre alta, dor abdominal e desconforto digestivo, erupção cutânea, olhos rosados e língua vermelha e inchada.

Esses sintomas são semelhantes aos da doença de Kawasaki, descritos pela primeira vez em 1967 no Japão. Afeta principalmente crianças pequenas.

Sua origem não é conhecida com precisão e pode combinar fatores infecciosos, genéticos e imunológicos.

O dr. Michel ressalta que há "muito poucas crianças" com esses sintomas.

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