Total de infectados pelo novo coronavírus no mundo passa de 10 milhões

América Latina é o continente onde a pandemia se dissemina com mais rapidez

Por AFP

Movimentação com o primeiro dia de reabertura do comércio no Rio. Na foto, SAARA, Centro do Rio
Movimentação com o primeiro dia de reabertura do comércio no Rio. Na foto, SAARA, Centro do Rio -
Paris - Mais de 10 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus no mundo, mais da metade na Europa e nos Estados Unidos - aponta um balanço da AFP feito com base em fontes oficiais neste domingo.

Com mais de 400 mil novos casos adicionais nos últimos sete dias, a América Latina é o continente onde a pandemia se dissemina com mais rapidez.

Pelo menos 10.003.942 casos, entre eles 498.779 óbitos, foram relatados. A Europa é o continente mais afetado, com 2.637.546 casos e 195.975 mortes, seguida dos Estados Unidos, com 2.510.323 casos e 125.539 falecimentos.

O ritmo da propagação da pandemia continua a se acelerar, com um milhão de novos casos relatados em apenas seis dias.

O número de casos registrados no mundo dobrou desde 21 de maio. Foram 94 dias entre o primeiro caso anunciado na China no final de dezembro e o primeiro milhão de casos no mundo.

Os Estados Unidos superaram 2,5 milhões de casos no sábado e, também ontem, a Índia passou de 500 mil, com um recorde de 18.500 casos em um dia. A Índia deve superar um milhão de casos até meados de julho, segundo especialistas.

Estes números refletem, porém, apenas parte da realidade. Muitos países não realizam testes de diagnóstico, ou não possuem recursos suficientes para realizar campanhas de detecção em massa.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimam que o número de infectados seja pelo menos 10 vezes maior, ou seja, mais de 20 milhões de casos acumulados, o que representa entre 5% e 8% da população.

Os contágios estão aumentando em 30 dos 50 estados dos EUA, particularmente nos maiores e mais populosos do sul e oeste, ou seja, Califórnia, Texas e Flórida.

América Latina e Caribe são a parte do mundo em que a doença progride mais rapidamente. De 21 a 27 de junho, a região registrou 408.401 novos casos, contra 253.624 nos Estados Unidos e Canadá, e 121.824, na Europa.

O aumento na América Latina (2.432.558 pacientes, dos quais 110.695 morreram) se deve principalmente ao Brasil (1.313.667 casos, sendo 246.088 nos últimos sete dias), mas também ao Peru (275.989, 24.651 adicionais ), Chile (267.766, 31.018), México (212.802, 37.600 novos) e Colômbia (88.592, 22.959 adicionais).

A Ásia registra um aumentos de novos casos por dia, devido à propagação constante na Índia (528.859 casos, dos quais 118.398 nos últimos sete dias), no Paquistão (202.955, 26.338 novos) e em Bangladesh (137.787, 25.481).

Na Europa, o número de novos casos diários se estabilizou por mais de um mês, em torno de 20 mil.

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