Comitiva brasileira coloca máscara ao chegar em Israel
Comitiva brasileira coloca máscara ao chegar em IsraelReprodução
Por O Dia
Diferentemente da saída da Base Aérea de Brasília, neste sábado, em que a comitiva brasileira embarcou sem máscara faciais, o grupo passou a usar o equipamento de proteção individual ao chegar em Israel. Fotos e vídeos divulgados pelos integrantes do governo federal mostraram a mudança no uso das máscaras.
Nas imagens, foi possível ver o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o secretário Marcelo Morales, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que viajaram em busca de acordos para vacinas e medicamentos contra a Covid-19.
Publicidade
Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que estava na Base Aérea, apareceu sem máscara ao lado da comitiva brasileira que embarcou na viagem. Frequentemente, o chefe do Executivo critica o uso das máscaras e é visto em diversos locais públicos sem utililizá-la.
Pressionado pela explosão de casos do coronavírus no Brasil, Bolsonaro gravou vídeo ao lado da delegação, afirmando que a viagem objetiva o fechamento de protocolos e acordos de ciência e tecnologia que serão "proveitosos" para o momento de pandemia, além de representarem um "legado para o futuro".
Publicidade
Morales disse que o acordo de cooperação que será buscado com Israel envolve o desenvolvimento de drogas e imunizantes. Questionado ainda por Bolsonaro sobre a "vantagem" de vacinas em desenvolvimento no Brasil, Moraes comentou que 15 imunizantes são estudados atualmente, e que três já chegaram a um grau de maturação que possibilita o início de ensaios clínicos em pacientes no próximo mês.
"Três chegaram a um grau de maturação que pode iniciar no próximo mês os ensaios clínicos em pacientes. Uma delas já deu entrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Então, nós temos a possibilidade também de fazer essa interação com as vacinas que estão sendo desenvolvidas em Israel", respondeu o secretário, que classificou a produção de uma vacina no Brasil como "questão de soberania nacional". "Temos possibilidade de desenvolver uma vacina. Qual a vantagem disso? Se tivermos uma mutação no Brasil nós dominamos a tecnologia e podemos mudar rapidamente a vacina adaptando à nova mutação", afirmou.

"O objetivo dessa missão é a gente levar nesse acordo de cooperação com Israel toda a área de ciência e tecnologia, e da saúde, que nós estamos desenvolvendo no País e Israel, para fazer esse acordo de cooperação em várias áreas do conhecimento. Inclusive de medicamentos e vacinas que estamos desenvolvendo na 'Rede Vírus' do Ministério da Ciência e Tecnologia e também no Ministério da Saúde", comentou Morales, que estava ao lado de representantes da Saúde, do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.
Publicidade
A Folha de São Paulo informou que a comitiva brasileira não poderá circular livremente. O governo de Israel exigiu testes de coronavírus de cada integrante para aceitar receber a missão diplomática.
Uso do equipamento
Publicidade
Durante um evento realizado neste domingo pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, os participantes sentaram em cadeiras distantes umas das outras.
Na hora dos cumprimentos e das fotos, o chanceler Ernesto Araújo foi chamado atenção para colocar a máscara. 
Publicidade

Ernesto Araújo sendo repreendido a usar máscara de proteção em Israel APPRECIATION TWEET pic.twitter.com/DcqHPqj0DA

— Jeff Nascimento (@jnascim) March 7, 2021 ">
Nos pronunciamentos, o chanceler Gabi Ashkenazi e Araújo citaram a boa relação entre os dois países. Os dois falaram sobre a importância da cooperação entre Brasil e Israel na saúde, combate ao coronavírus, ciência e tecnologia e agricultura. O chanceler disse que seu país vai fazer o que for possível para ajudar o Brasil.
Publicidade
*Com informações do Estadão Conteúdo