Dina Boluarte está no cargo desde dezembro do ano passado, quando substituiu Pedro Castillo Reprodução
A procuradora-geral Patricia Benavides, que investiga as mortes de manifestantes em confrontos com a força pública, é responsável por tomar o depoimento de Boluarte.
Ela tem "toda a vontade de querer colaborar com a averiguação da verdade e a investigação em particular", disse recentemente sua advogada, Kelly Montenegro, ao jornal "El Comercio".
O Ministério Público iniciou em 10 de janeiro uma investigação contra Boluarte pelos supostos crimes de "genocídio, homicídio qualificado e ferimentos graves" durante as manifestações contra o governo de dezembro a janeiro nas regiões de Apurimac, La Libertad, Puno, Junín, Arequipa e Ayacucho.
Também estão envolvidos no processo seu chefe do gabinete, Alberto Otárola, o ex-ministro do Interior Víctor Rojas, o ministro da Defesa, Jorge Chávez, e o ex-chefe de gabinete Pedro Angulo.
Boluarte pode ser investigada, mas não julgada enquanto exerce seu mandato até 2026, devido ao foro privilegiado garantido pela Constituição.
Nesta terça, a presidente completa três meses no poder depois de substituir Castillo, que foi preso após ser deposto pelo Congresso em 7 de dezembro, depois de um golpe fracassado.
O professor rural e líder sindical de 53 anos cumpre prisão preventiva em Barbadillo, um pequeno centro de detenção para ex-governantes, dentro da sede da Diretoria de Operações Especiais da Polícia, a leste de Lima.
Sua queda depois de 17 meses no poder desencadeou protestos violentos que deixaram 54 mortos. Segundo a Defensoria do Povo, também foram registrados 1,3 mil feridos, quase metade deles membros das forças de segurança.
Os manifestantes exigem a renúncia de Boluarte, o fechamento do Congresso e a antecipação das eleições para 2023.

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