Confrontos em Catatumbo deixaram 48 mil deslocadosReprodução
"Começou a Operação 'Relâmpago de Catatumbo' (...) em toda a fronteira com nossa irmã Colômbia, em coordenação com o governo do presidente Gustavo Petro", afirmou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em áudio compartilhado nas redes sociais.
Os exercícios nesta área são realizados três vezes por ano, de acordo com o governo, embora o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, tenha explicado que dessa vez eles buscam "evitar" que grupos armados que lutam na Colômbia tenham acesso ao território venezuelano.
O ministro fez referência aos combates como um "conflito territorial nas rotas do narcotráfico" e disse que estas situações na fronteira representam "grandes ameaças" porque buscam "propiciar a guerra civil", a "fragmentação do Estado", a desordem e o caos.
Os confrontos em Catatumbo, no nordeste da Colômbia, deixaram 54 mortos, 11 feridos, 12 desaparecidos e 48 mil deslocados desde meados de janeiro, quando eclodiram os conflitos na área.
O ELN tem atacado dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), um grupo armado rival que não assinou o acordo de paz de 2016, bem como civis.
O governo colombiano enviou mais de dez mil membros das forças de segurança para esta região cocaleira.
Esta é a pior crise de segurança da Colômbia em uma década e frustra as esperanças do governo Petro de desarmar o ELN, com o qual relançou as negociações em 2022.
Os ataques do grupo também prejudicam as relações do país com a Venezuela, já tensas após a disputada reeleição de Maduro como presidente em julho.
Os serviços de inteligência colombianos suspeitam há anos que a Venezuela serve como base para grupos armados, o que Caracas nega.

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