Tanques israelenses não eram utilizados na região há 20 anosAFP
A operação, batizada de "Muro de Ferro", foi lançada em 21 de janeiro, 48 horas depois de um frágil cessar-fogo entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas ter entrado em vigor na Faixa de Gaza.
"Quarenta mil palestinos já foram retirados dos campos de refugiados de Jenin, Tulkarem e Nur Shams, e esses campos agora estão vazios", declarou o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, em um comunicado.
"Dei instruções (aos soldados) para que se preparem para uma permanência prolongada nos campos evacuados durante o próximo ano, e para que não permitam o retorno de seus habitantes nem o ressurgimento do terrorismo", acrescentou.
A operação já deixou, segundo a ONU, ao menos 40 mortos e 40.000 deslocados no norte da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.
O anúncio ocorre dois dias depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fazer uma visita inédita às tropas israelenses que operam no campo de refugiados de Tulkarem.
O Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina qualificou a visita de "ataque" e "agressão".
A violência aumentou na Cisjordânia desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.
Pelo menos 900 palestinos morreram nas mãos de soldados ou colonos israelenses desde então, segundo números do Ministério da Saúde palestino.
No mínimo 32 israelenses, incluindo soldados, morreram em ataques palestinos ou durante operações militares de Israel no mesmo período, segundo dados oficiais israelenses.

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