Presidente chinês, Xi JinpingRenan Areias / Agência O Dia
"A China insta os EUA a corrigirem imediatamente suas práticas equivocadas, a cancelarem todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China e a resolverem adequadamente as diferenças por meio de um diálogo igualitário, baseado no respeito mútuo", diz a nota.
O ministério chinês classifica o aumento de tarifas adicionais pelos norte-americanos contra o país como "um erro em cima de outro" e alega que a medida infringe gravemente os direitos e interesses legítimos da potência asiática, além de prejudicar o sistema comercial multilateral baseado em regras e impactar "seriamente" a estabilidade da ordem econômica global. "É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica", acrescenta.
A medida de Pequim veio logo após os EUA aplicarem tarifa adicional de 50% a importações de produtos chineses, elevando o total para 104%.
Em comunicado, Pequim disse que acrescentou 12 entidades dos EUA a uma lista de controles de exportação, que impede a exportação a partir da China de itens que possam ter aplicações militares. A lista inclui a Teledyne Brown Engineering e a Insitu, que pertence à Boeing.
Além disso, seis empresas americanas foram adicionadas a uma "lista de entidades não confiáveis", que as proíbe de realizar negócios e investimentos na China. Entre as empresas estão a Shield AI e a Sierra Nevada.
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