Luigi Mangione foi preso na Pensilvânia no início de dezembro de 2024AFP
Luigi Mangione, acusado de assassinar CEO de seguradora, contesta pedido de pena de morte
Brian Thompson, morto com disparos de arma de fogo nas costas, era diretor executivo da UnitedHealthcare
Os advogados do homem acusado de matar a tiros o diretor de uma empresa de seguros de saúde nos Estados Unidos contestaram a solicitação da pena de morte feita pela administração Trump, segundo documentos judiciais apresentados nesta sexta-feira (11).
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, pediu no início do mês aos promotores federais que requisitassem a pena de morte para Luigi Mangione, acusado do assassinato em Nova York de Brian Thompson, diretor executivo da UnitedHealthcare.
No entanto, os advogados do jovem de 26 anos apresentaram uma petição a um tribunal de Manhattan pedindo "intervenção judicial porque a procuradora-geral declarou explicitamente que ordenou a pena de morte para 'cumprir a agenda do presidente [Donald] Trump'".
A defesa acrescentou que "a decisão da procuradora-geral é explícita e abertamente política".
Na madrugada de 4 de dezembro, Mangione teria seguido Thompson e disparado várias vezes pelas costas com uma pistola equipada com silenciador, segundo os promotores federais.
O crime evidenciou a profunda frustração pública com o lucrativo sistema de saúde norte-americano, a ponto de muitos usuários de redes sociais retratarem Mangione como um herói.
Bondi classificou o assassinato como "um ato de violência política" e considerou que "poderia ter representado um grave risco de morte para outras pessoas".
Mangione foi acusado tanto em um tribunal estadual de Nova York quanto em um tribunal federal dos Estados Unidos.
No caso estadual, ele declarou-se inocente e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua sem chance de liberdade condicional, caso seja considerado culpado.

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