Mario Vargas Llosa morreu no último domingo (13), aos 89 anosReprodução / Instagram
Corpo do escritor Mario Vargas Llosa é velado em casa: 'Viver o luto de forma reservada'
O filho do romancista agradeceu às mensagens de apoio que a família está recebendo
O escritor peruano Mario Vargas Llosa, que morreu no último domingo (13) aos 89 anos, foi velado em cerimônia restrita à família na sua casa em Lima, Peru, nesta segunda-feira (14). Em entrevista, o filho do romancista, Álvaro, agradeceu às mensagens de apoio e explicou a decisão de fazer a solenidade fechada ao público, segundo o site argentino "Infobae".
"Meu pai era uma pessoa universal, então é natural que haja essa comoção fora das fronteiras do Peru, mas nunca imaginamos que isso tomaria as proporções que tomou. Combinamos viver o luto de forma reservada. É por isso que estamos realizando o velório do meu pai em casa, em vez de em um local público. Pedimos que respeitem essa privacidade. Isso significa que evitaremos fazer quaisquer outras declarações além das que acabei de fazer, em respeito a vocês, em respeito ao público que nos ouve e às pessoas que nos enviaram suas mensagens de carinho e amor", afirmou.
"O Peru perdeu um de seus melhores homens e nós, um ser humano infinito", concluiu. A família não divulgou a causa da morte de Mario, que terá o corpo cremado.
Luto na literatura
Vargas nasceu na cidade de Arequipa em 28 de março de 1936. Iniciou a carreira em 1959, quando publicou seu primeiro livro de contos "Los jefes", com o qual recebeu o Prêmio Leopoldo Alas. Ele ganhou notoriedade com a publicação do romance "A Cidade e os Cachorros", em 1963, seguido três anos depois por "A Casa Verde".
Llosa integrou o chamado "boom" latino-americano ao lado de outros grandes nomes, como o colombiano Gabriel García Márquez, o argentino Julio Cortázar e os mexicanos Carlos Fuentes e Juan Rulfo.
O escritor também trabalhou como colunista do Estadão entre 1996 e 2024. O seu último texto foi publicado pelo jornal em 21 de fevereiro de 2024, intitulado "Por que a verdade é a pedra de toque do jornalismo?".
Um dos pontos altos da sua trajetória ocorreu em 7 de outubro de 2010, quando venceu o Prêmio Nobel da Literatura. Segundo a Academia Sueca, que organiza o evento, ele recebeu a condecoração "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota do indivíduo".

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