Trump acusa Harvard e a outras universidades de permitir o antissemitismo em seus campiAFP
"As ações dos demandados são ilegais", apontam dirigentes da universidade na ação em que os advogados da instituição lembram que a tentativa do governo de "coagir e controlar Harvard ignora" os princípios fundamentais contemplados na Primeira Emenda da Constituição e que salvaguarda a "liberdade acadêmica".
"Harvard não pode mais sequer se considerar um lugar decente de aprendizado e não deveria nem estar em nenhuma lista de melhores universidades do mundo", escreveu Trump nesta quarta-feira em sua plataforma Truth Social.
"Harvard é uma piada, ensina ódio e estupidez, e não deveria receber fundos federais", acrescentou.
O presidente republicano acusa Harvard e a outras universidades de permitir o antissemitismo em seus campi, e seu governo lhe pediu uma série de medidas, como uma "auditoria" das opiniões de estudantes e professores, como condição para evitar a retirada do financiamento.
Harvard, diferentemente da Universidade de Columbia, em Nova York, se negou a cumprir estas exigências.
Em uma carta a estudantes e professores, o reitor da universidade, Alan Garber, assegurou na segunda-feira que Harvard "não abandonará a sua independência nem seus direitos garantidos pela Constituição".
Assim como outros campi americanos, Harvard foi palco de protestos estudantis contra a guerra de Israel em Gaza e está na mira da Casa Branca desde que Trump voltou ao poder em janeiro.

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